Cota para carne na China e imposto do cacau em análise detalhada

Cota para carne na China e imposto do cacau em análise detalhada

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou, em reunião extraordinária, o adiamento da análise sobre a regulamentação da cota de exportação de carne bovina com destino à China. Também está em pauta um possível aumento do imposto de importação do cacau, que poderia elevar-se de 9% para 20%. Essa decisão traz impactos significativos para os exportadores brasileiros.

Expectativa sobre a Cota de Exportação

Segundo a assessoria de imprensa da GECEX (Comitê-Executivo de Gestão), ainda não foi marcada uma nova data para a discussão, mas espera-se que o tema retorne à pauta no dia 11 de março. As indústrias sugerem um modelo de distribuição das cotas que inclui uma divisão trimestral dos volumes até setembro, baseada no desempenho das empresas em 2025.

Incertezas no Mercado de Carne

De acordo com a análise da Safras & Mercado, as incertezas relacionadas à intervenção do governo na exportação de carne provocam cautela no mercado. O analista Fernando Henrique Iglesias destaca que o setor exportador teme a rápida execução da cota chinesa, que pode resultar em instabilidades nos preços da cadeia pecuária brasileira.

Em entrevista à CNN Brasil, Carlos Augustin, assessor especial do Ministério da Agricultura, mencionou que a tendência é preservar a participação histórica das empresas que já atuam como exportadoras. Ele observou que a China não planeja habilitar novos frigoríficos nos próximos três anos, o que muda dinamicamente a abordagem do governo.

Medidas para o Setor do Cacau

Após a suspensão temporária da importação de cacau da Costa do Marfim, o governo está considerando medidas para apoiar a cadeia produtiva nacional, que sinaliza uma queda nos preços no mercado interno. O ministro Carlos Fávaro confirmou que uma das propostas em análise é aumentar a alíquota do imposto de importação do cacau.

Uma outra medida em discussão envolve a redução do prazo para as indústrias exportarem produtos feitos com cacau importado sem a necessidade de pagar o imposto. Atualmente, as empresas têm até dois anos para atender a esse requisito. A nova proposta sugere encurtar este período para apenas seis meses.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) acolheu a decisão do Ministério da Agricultura e Pecuária de suspender a importação de cacau da Costa do Marfim, enfatizando que a medida é uma proteção contra pragas e oferece maior segurança aos produtores locais.