Rota de navios no Estreito de Ormuz é afetada por ataques recentes

Rota de navios no Estreito de Ormuz é afetada por ataques recentes

Recentes tensões no Oriente Médio levaram a uma notável diminuição no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte de petróleo. A análise da Kpler indica que petroleiros decidiram dar meia-volta para evitar navegar pelo Estreito de Ormuz, refletindo o clima de insegurança imposto pelos conflitos na região.

Impacto nas Rotas Marítimas

Desde a tarde de sábado (28), as embarcações começaram a reduzir suas movimentações, resultando em uma queda de aproximadamente 20% a 25% no tráfego. O analista da Kpler, Dimitris Ampatzidis, afirmou que muitas embarcações optaram por desviar suas rotas ou permanecer em marcha lenta enquanto o clima de conflito persistia.

Retornos de Navios Petroleiros

A situação instável levou pelo menos quatro navios petroleiros a retornar ao Golfo Pérsico, totalizando a capacidade de transporte de cerca de 8 milhões de barris de petróleo. Segundo Emmanuel Bellostrino, gerente sênior de petróleo bruto da Kpler, os navios pertencem a empresas como Orbiter e Trikwong Venture. Este movimento ocorre após ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel, que visaram o Irã e resultaram em uma resposta militar da nação persa.

Condições de Navegação e Recomendações

A UKMTO, órgão militar britânico, informou que os navios continuam a ter liberdade para navegar em águas internacionais, apesar dos alertas de segurança. O Departamento de Transportes dos EUA também emitiu recomendações para que as embarcações evitem as áreas em torno do Estreito, do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã. Em resposta às operações militares na área, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alertou sobre a insegurança em atravessar o estreito neste momento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que os ataques têm como objetivo proteger a nação americana de potenciais ameaças iranianas. O clima de instabilidade promete manter os petroleiros afastados da principal rota, influenciando não apenas o mercado de petróleo, mas também as relações geopolíticas na região.