Um padre libanês morreu nesta terça-feira (10) em decorrência de disparos de um tanque israelense no sul do Líbano. O incidente ocorreu em uma aldeia cristã onde o religioso e outros moradores decidiram permanecer, apesar das ordenações de evacuação emitidas pelo exército de Israel nos últimos dias.
A morte foi confirmada pela Agência Nacional de Notícias do Líbano em meio ao aumento da pressão militar na fronteira.
As Forças de Defesa de Israel emitiram alertas para que a população civil se desloque para o norte do rio Litani, alegando que a área sul está sob operações contra o Hezbollah.
Organizações internacionais, como a Anistia Internacional, questionam a eficácia das ordens de evacuação em massa, afirmando que elas não isentam as forças militares da responsabilidade de proteger civis que não optam por abandonar suas residências.
Impacto do conflito no Líbano
Desde o início da ofensiva israelense em território libanês nesta semana, o Ministério da Saúde do país contabiliza ao menos 394 mortos.
Israel justifica suas ações como uma medida para erradicar a infraestrutura do grupo Hezbollah, incluindo o bombardeio de instituições financeiras como a Al-Qard Al-Hassan, que, segundo o governo israelense, financia a compra de armamentos.
Em resposta, o Hezbollah afirmou ter lançado foguetes contra o norte de Israel e contra veículos militares na cidade fronteiriça de Markaba.
Contexto da guerra regional
O confronto no Líbano é um desdobramento da guerra iniciada em 28 de fevereiro entre Israel, os Estados Unidos e o Irã. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que as operações visam desmantelar as estruturas dos aliados de Teerã na região.
Enquanto a escalada militar prossegue, analistas alertam para o risco de o Oriente Médio se transformar em uma zona de “terra arrasada”, com consequências humanitárias e econômicas que podem perdurar além do fim das hostilidades.
