O Brasil perde um importante ícone da dramaturgia com a morte de Juca de Oliveira. O ator, que faleceu aos 91 anos, deixa um legado inegável nas artes. A informação de seu falecimento foi confirmada pela assessoria do artista neste sábado (21), em São Paulo.
Juca estava internado em estado grave desde o dia 13 de março no Hospital Sírio-Libanês, onde enfrentava um quadro delicado de pneumonia e complicações cardiológicas. Na última quinta-feira (19), sua assessoria atualizou o estado de saúde à CNN Brasil, mencionando que os médicos estavam avaliando a possibilidade de uma cirurgia cardíaca.
Juca de Oliveira: uma carreira brilhante
Com mais de seis décadas dedicadas à arte, Juca de Oliveira se consagrou como um símbolo da atuação brasileira. Sua trajetória começou nos palcos do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) na década de 1960. Foi na TV Tupi que Juca ganhou notoriedade interpretando o protagonista na novela “Nino, o Italianinho”.
Na TV Globo, seu talento se destacou em muitos papéis memoráveis. Entre eles, podemos citar o enigmático João Gibão, de “Saramandaia” (1976), o Professor Praxedes, de “Fera Ferida” (1993), e o icônico Dr. Albieri, de “O Clone” (2001). Sua última grande interpretação foi como o vilão Santiago na novela “Avenida Brasil” (2012).
A contribuição literária de Juca
Além de ator, Juca de Oliveira também se destacou como dramaturgo, tendo escrito 11 peças teatrais ao longo de sua vida. Sua contribuição à literatura e às artes brasileiras foi reconhecida com a ocupação da cadeira número 8 da Academia Paulista de Letras, um marco que reforça sua relevância na cultura nacional.
*Com informações de Felipe Carvalho e Ana Beatriz Dias, da CNN Brasil, e Jonathan Pereira, em colaboração para a CNN Brasil.

