O recente anúncio do live-action de “Moana”, com estreia prevista para julho de 2026, gerou uma onda de comentários negativos nas redes sociais, evidenciando um problema recorrente nas adaptações de animações para filmes com atores reais. Apesar das belas paisagens do Havaí mostradas no trailer, a recepção do público foi majoritariamente desfavorável, com muitos questionando a necessidade do projeto.
Essas adaptações, embora visem trazer a nostalgia das animações, têm enfrentado diversos obstáculos que comprometem sua aceitação. Segundo Pedro Pacífico, o Bookster, um exemplo notável é “Branca de Neve“, que resultou em prejuízo financeiro significativo para o estúdio, apesar do alto investimento em sua produção.
Estratégias de live-action em questão
Outro caso mencionado pelo criador de conteúdo e parceiro da CNN Brasil foi “O Rei Leão”, criticado por seu realismo exagerado. Enquanto as animações tradicionais da Disney são conhecidas por suas cores vibrantes e dinâmicas, a versão live action foi comparada a um documentário do Discovery Channel, perdendo a emoção característica das animações originais.
Os especialistas apontam que existe uma zona intermediária problemática nessas produções: nem são completamente reais, nem mantêm a magia das animações. Este hibridismo acaba gerando um estranhamento no espectador, que não consegue se conectar emocionalmente com a história como acontecia com as versões animadas.
O timing da adaptação é crucial
No caso específico de “Moana”, surge ainda outro problema: o timing da adaptação. A animação original foi lançada em 2016, e sua sequência animada chegou aos cinemas em 2024. O Bookster ressalta que o anúncio do live action parece uma tentativa apressada de capitalizar sobre a popularidade recente da franquia, sem dar tempo para que se desenvolva o sentimento de nostalgia que geralmente justifica remakes.
A saturação do mercado com live actions também contribui para a fadiga do público. Ao optar por readaptar histórias já conhecidas, os estúdios demonstram uma motivação predominantemente financeira, buscando aproveitar bases de fãs estabelecidas em detrimento da inovação criativa. O resultado é um público cada vez mais crítico e menos entusiasmado com esses lançamentos, que frequentemente falham em capturar a magia que tornou as animações originais tão especiais.
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