Operação Abadon revela esquema de tráfico interestadual envolvendo policiais militares e um guarda municipal no norte do Brasil. Durante as investigações, ficou evidenciado um amplo esquema de tráfico de cocaína entre o Pará e o Amapá, colocando em foco a participação de agentes públicos.
Principais suspeitos e suas funções
Entre os indivíduos envolvidos, destaca-se o guarda municipal Pedro de Morais Santos Garcia, de 43 anos, líder da facção criminosa “Família Terror do Amapá”. Juntamente com ele, foram identificados os policiais militares Fernando Henrique da Silva Albernás, de 35 anos, e José das Graças Peres Monteiro, de 40 anos. A operação levou as equipes policiais a realizarem prisões em Belém e a buscar conexões mais amplas que envolvem o tráfico de drogas.
A CNN Brasil está buscando contato com as defesas dos envolvidos, que têm posições significativas na estrutura da segurança pública, o que torna o caso ainda mais alarmante.
Como o esquema operava?
A investigação revelou uma estrutura sofisticada de tráfico, organizada com tarefas bem definidas. O guarda Pedro Garcia aproveitava seu cargo público para esconder suas atividades ilícitas, conduzindo ações oficiais enquanto coordenava o tráfico de drogas. Esse esquema permitiu que a facção movimentasse cerca de R$ 40 milhões ao longo de três anos, segundo estimativas policiais.
Além do tráfico de cocaína, o grupo é investigado por lavagem de dinheiro. Isso incluía a compra disfarçada de imóveis e veículos de luxo, que eram utilizados para ocultar a origem dos recursos. As operações logísticas, que envolviam a movimentação de drogas entre os estados, contavam com a assistência direta de agentes da lei.
Desdobramentos da Operação Abadon
A Operação Abadon foi deflagrada com o intuito de cumprir mandados de prisão e busca e apreensão. Os policiais foram levados ao Batalhão Especial Penitenciário após exames de corpo de delito. A Prefeitura de Marituba, onde Pedro Garcia trabalha, manifestou que não tolera condutas ilícitas, prometendo ações administrativas se a participação dos servidores for confirmada.
Infelizmente, o guarda municipal não foi encontrado durante a operação, tendo fugido junto com sua namorada e um cunhado, que também é considerado um comparsa no esquema. A polícia continua a caçada para localizar os fugitivos e investiga a possível conivência de outros envolvidos na criminalidade.

