Carne cultivada avança, mas enfrenta desafios no mercado global

Carne cultivada avança, mas enfrenta desafios no mercado global

A carne cultivada em laboratório está se consolidando como uma alternativa promissora no setor alimentício, sendo produzida a partir do cultivo de células animais sem a necessidade de abate. A tendência de crescimento desse mercado tem sido impulsionada por inovações tecnológicas, investimentos significativos e mudanças nas regulamentações em diferentes regiões do mundo.

Mercado em Crescimento

Segundo um relatório da Market Growth Reports, o mercado global de carne cultivada deve aumentar de US$ 198,47 milhões em 2025 para US$ 827,93 milhões até 2034, com uma taxa de crescimento anual de 17,2%. Esta expansão, apesar de um recente esfriamento nos investimentos, indica que a indústria está numa fase de consolidação, onde as empresas mais robustas em termos de capital e tecnologia estão se posicionando para liderar o crescimento futuro.

Redução de Custos na Produção

Um dos maiores desafios enfrentados pela indústria de carne cultivada é o alto custo de produção. Porém, avanços significativos têm sido feitos para mitigar esse obstáculo. Por exemplo, pesquisadores em Israel descobriram uma técnica que permite a multiplicação indefinida de células bovinas sem modificação genética, o que pode reduzir uma parte considerável das despesas operacionais e facilitar a aprovação regulatória. O Good Food Institute, em parceria com a Universidade de Tufts, agora disponibiliza linhagens celulares bovinas de acesso aberto, permitindo que startups diminuam seus custos iniciais.

Desafios Regulatórios e Aceitação do Consumidor

Ainda existem dilemas significativos no caminho para a adoção ampla da carne cultivada. Nos Estados Unidos e em Singapura, a regulamentação está mais adiantada, com empresas como Believer Meats recebendo aprovações para comercialização. Contudo, 25% dos mercados potenciais carecem de diretrizes claras, o que atrasa o desenvolvimento. Além disso, a resistência do consumidor permanece alta em certas regiões, com cerca de 29% ainda céticos sobre a segurança e a naturalidade do produto. Apesar disso, a aceitação por organizações, como universidades e hospitais, tem mostrado sinais mais promissores, com 35% demonstrando interesse em incorporar proteínas cultivadas.