Preço do etanol sobe em 10 estados; descubra os motivos

Preço do etanol sobe em 10 estados; descubra os motivos

Os preços do etanol hidratado continuam a gerar interesse e preocupação entre os consumidores, especialmente na semana encerrada em 4 de abril. Com variações significativas em diversos estados, é essencial entender como essas mudanças impactam o mercado.

Variação dos Preços do Etanol

Na semana em análise, os preços médios do etanol hidratado subiram em 10 Estados, caíram em 10 e permaneceram estáveis em 5, de acordo com os dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O Amapá não teve levantamento de preços nesta semana.

Em comparação com a semana anterior, o preço médio do etanol caiu ligeiramente, de R$ 4,72 para R$ 4,70 o litro, representando uma queda de 0,42%. Em São Paulo, principal Estado produtor e consumidor, a redução foi de 0,44%, com o litro sendo vendido a R$ 4,52.

As Principais Mudanças nos Preços

O Maranhão teve a maior alta percentual da semana, com um aumento de 2,71%, elevando o preço de R$ 5,16 para R$ 5,30 por litro. Em contrapartida, o Rio Grande do Norte registrou a maior queda percentual, de -4,44%, passando de R$ 5,85 para R$ 5,59.

No que diz respeito aos extremos no mercado, o preço mínimo registrado foi de R$ 3,69 o litro em São Paulo, enquanto o maior preço encontrado foi de R$ 6,60 no Acre. O menor preço médio estadual, de R$ 4,44, foi registrado em Mato Grosso do Sul, enquanto o maior foi verificado em Rondônia, com R$ 5,70 o litro.

Competitividade do Etanol

A competitividade do etanol em relação à gasolina varia de acordo com a região. Na semana em que os dados foram coletados, o etanol era mais competitivo apenas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima e São Paulo. A paridade média foi de 69,32% em comparação com a gasolina.

Especificamente, as paridades eram de 68,44% em Mato Grosso, 68,10% em Mato Grosso do Sul, 69,55% no Paraná, 69,87% em Roraima e 67,56% em São Paulo. Especialistas do setor acreditam que, dependendo do veículo, o etanol pode permanecer competitivo mesmo com uma paridade superior a 70%. Essa dinâmica nos incentivos ao uso de biocombustíveis é fundamental para o mercado de energia no Brasil.