Ouro fecha em queda com perspectiva sobre manutenção de juros

Ouro fecha em queda com perspectiva sobre manutenção de juros

O preço do ouro caiu na sessão desta quarta-feira (29), atingindo o patamar de US$ 4.500. O metal continua sofrendo pressão devido à falta de avanços nas negociações entre o Irã e os Estados Unidos e à expectativa de que o Fed (Federal Reserve) mantenha os juros nessa quarta-feira.

Desempenho do Mercado de Metais

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho apresentou uma queda de 1%, sendo negociado a US$ 4.561,5 por onça-troy. A prata também encerrou o dia em baixa de 2,3%, cotada a US$ 71,569.

A pressão provocada pelo impasse nas negociações e pela postura mais rígida dos EUA enfatiza que o conflito no Oriente Médio continua sem previsão de resolução. Recentemente, o governo americano manifestou a intenção de manter o bloqueio naval contra o Irã, enquanto Teerã advertiu sobre uma resposta “sem precedentes” se os EUA persistirem em apreender suas embarcações.

Expectativas para o Futuro

Em uma declaração polêmica, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã “não consegue se acertar” e precisa “ficar esperto logo”. Diante desse cenário volátil, o preço do ouro caiu para o seu nível mais baixo em quase um mês. De acordo com o Saxo Bank, tanto o metal dourado quanto a prata vêm perdendo valor desde o início do conflito no Oriente Médio, “não porque seus fundamentos de longo prazo tenham se deteriorado, mas sim por uma alteração abrupta no cenário macroeconômico causada pela guerra com o Irã”.

Impacto da Política Monetária

A curto prazo, o foco do mercado permanece nas negociações bilaterais, com a reabertura do Estreito de Ormuz e uma potencial redução nos preços do petróleo sendo vista como o “maior catalisador de alta” para os metais, segundo o Saxo Bank. Além disso, os investidores aguardam ansiosamente os resultados da reunião de política monetária do Fed prevista para esta quarta-feira, com expectativas de que a taxa de juros permaneça inalterada.

Na manhã de hoje, o Comitê Bancário do Senado dos EUA aprovou a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Banco Central. O próximo passo será a votação no plenário.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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