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Alcolumbre e Flávio derrubaram Messias em vitória de Lula

A recente rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal) veio à tona devido a uma articulação que reuniu bolsonaristas, liderados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Essa movimentação política ocorreu nos momentos finais, resultando em uma derrota significativa para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A articulação no Senado

Questionamentos nos bastidores indicam que a derrota de Messias também foi favorecida pela ação de uma ala de ministros do STF. Interlocutores do presidente Lula relataram à CNN Brasil que uma aliança entre Alcolumbre e os ministros da Corte foi decisiva para a rejeição. Essa união teve como objetivo principal impedir que a facção liderada pelo presidente do STF, Edson Fachin, e o ministro André Mendonça, ganhassem um aliado capaz de influenciar decisivamente em questões importantes, como o caso Master.

Consequências da votação

Atualmente, o cenário no STF é considerado equilibrado, especialmente no que diz respeito à abertura de investigações contra seus ministros. Messias poderia ter se tornado a peça chave ao apoiar Mendonça, o que gerou descontentamento entre uma parte da Corte. O temor de alguns ministros em ficar em minoria pode ter encontrado ressonância na insatisfação de Alcolumbre após a escolha de Lula, que não incluiu seu preferido, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).

Na votação de quarta-feira (29), Messias foi rejeitado com 42 votos a 34. A expectativa do governo era de garantir pelo menos 45 votos a favor. O resultado revelou um clima de incerteza, visto que a votação foi secreta e as estimativas variaram entre os senadores.

Influência de Flávio Bolsonaro

De acordo com informações da CNN Brasil, a estratégia de Alcolumbre contra Messias foi respaldada pelo empenho de Flávio Bolsonaro e outras lideranças, como o senador Rogério Marinho (PL-RN). Nos dias que antecederam a votação, Flávio promoveu encontros entre senadores e conversas reservadas com membros do Centrão. Durante um café da manhã com o bloco Vanguarda, que reúne 18 senadores, criticou a possível aprovação de Messias, afirmando que isso aumentaria a politicagem dentro do Supremo.

Ele ainda classificou o advogado-geral como alguém alinhado ideologicamente ao PT, com potencial de favorecer o governo de Lula, mesmo após ser nomeado. Essa postura sublinha a complexidade das relações políticas no Brasil e a influência que as articulações legislativas podem ter nas decisões do STF.

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