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Lindsey Vonn deixa futuro no esqui em aberto após acidente grave

Lindsey Vonn deixa futuro no esqui em aberto após acidente grave

A tricampeã olímpica Lindsey Vonn afirmou que ainda não está pronta para decidir se voltará a competir no esqui alpino. Aos 41 anos, a norte-americana segue processando as consequências de um grave acidente sofrido durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina.

Vonn teve uma fratura complexa na tíbia após uma queda na prova de downhill, em 8 de fevereiro, na Itália, e precisou ser retirada de helicóptero da montanha. A lesão quase levou à amputação de sua perna esquerda e ocorreu apenas nove dias depois de ela romper o ligamento cruzado anterior (LCA) em outra queda, válida pela Copa do Mundo.

Retorno às Competições

“É algo em que quero pensar, mas honestamente não consigo”, disse em entrevista à Reuters. “Tentei, mas não consigo tomar uma decisão porque ainda nem processei onde estou agora.” Desde o acidente, a esquiadora passou por oito cirurgias. Embora já não use cadeira de rodas e esteja deixando as muletas, a recuperação ainda será longa — incluindo a reconstrução do LCA. A expectativa é estar 100% apenas na próxima primavera ou verão do hemisfério norte.

Lindsey Vonn e a Saúde

Campeã olímpica do downhill em 2010, Vonn havia se aposentado em 2019 por conta de lesões crônicas, mas retornou às competições em 2024 após uma cirurgia de substituição do joelho. Em dezembro de 2025, fez história ao se tornar a esquiadora mais velha a vencer uma prova de Copa do Mundo na modalidade, chegando como líder do ranking de downhill para os Jogos.

Apesar de lamentar o desfecho precoce da campanha olímpica, ela afirma que não se arrepende do retorno. “Paguei um preço alto, mas pagaria novamente”, disse. Fora das pistas, Vonn tem se mantido ocupada durante a recuperação, assistindo à série “Law & Order”, passando tempo com a família e retomando atividades leves, como academia e esportes aquáticos.

Possível Retorno aos Jogos de 2030

A americana não descarta completamente uma nova volta às competições — nem mesmo uma possível participação nos Jogos Olímpicos de 2030, nos Alpes Franceses, quando teria 45 anos. “Não quero fechar portas porque não sei para onde meu caminho vai”, afirmou. Por ora, o foco está na saúde. “Enquanto eu puder andar, estarei feliz. Essa lesão me ensinou perspectiva e a valorizar o que tenho”, concluiu.

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