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Hantavírus: Sintomas e alertas após surto em cruzeiro

Hantavírus: Sintomas e alertas após surto em cruzeiro

Um surto recente de hantavírus deitou abaixo a vida de três pessoas e deixou outras três gravemente doentes a bordo de um navio de cruzeiro com sede na Holanda. Este evento trágico, noticiado neste domingo (3), destaca a importância da conscientização sobre o hantavírus.

O hantavírus, um patógeno que é principalmente transmitido por roedores, representa um risco significativo à saúde humana. Embora a transmissão entre pessoas seja rara, os casos podem ocorrer. Como a Organização Mundial da Saúde indica, a infecção geralmente acontece quando partículas virais presentes em excrementos, saliva ou urina de roedores são liberadas no ar, especialmente ao limpar áreas onde esses animais fizeram ninhos.

Na década de 1970, o hantavírus foi identificado na região do Rio Hantan, na Coreia do Sul, e desde então tem sido associado a duas doenças principais: a síndrome pulmonar por hantavírus, que afeta os pulmões e possui uma taxa de mortalidade de cerca de 40%, e uma outra forma que ataca os rins. A síndrome respiratória é mais prevalente nas Américas, com cerca de 200 casos registrados anualmente a nível global.

Exposição ao hantavírus e sintomas

A infecção por hantavírus normalmente se inicia com sintomas semelhantes aos da gripe. Os primeiros indícios de infecção, que podem surgir de uma a oito semanas após a exposição, incluem fadiga e febre. Posteriormente, de quatro a dez dias, são comuns tosse, falta de ar e acúmulo de líquido nos pulmões, tornando o diagnóstico muito desafiador se não for feito nas primeiras 72 horas após o início dos sintomas.

Tratamento e cuidados de suporte

Atualmente, não existe uma terapia específica para o hantavírus; assim, o tratamento é focado em cuidados de suporte. Isso pode incluir o repouso adequado e a hidratação dos pacientes, e em casos mais graves, suporte respiratório com ventilação mecânica pode ser necessário.

Prevenção: evitando o hantavírus

Para minimizar a exposição ao hantavírus, especialistas recomendam tomar precauções para afastar roedores de áreas com presença humana. Evitar o uso de aspiradores de pó ou a varredura de excrementos secos é essencial, pois essas ações podem aerosolizar o vírus, espalhando-o no ar. A conscientização e a prevenção são as melhores ferramentas contra contaminação.

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