Monique Medeiros: Sentença e Emoções no Julgamento de Henry Borel
Monique Medeiros se emocionou ao interagir com os familiares após o encerramento do julgamento do caso Henry Borel, concluído na madrugada desta quinta-feira (4), no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
Vídeo e imagens registradas após a leitura da sentença mostram a mãe de Henry chorando no plenário. Na gravação, Monique acena para familiares, faz um gesto de coração com as mãos e envia beijos em direção às pessoas que a aguardavam.
A interação ocorreu logo após a juíza Elizabeth Machado Louro anunciar a decisão do Conselho de Sentença e proferir a sentença do caso, encerrando um julgamento que durou 11 dias e entrou para a história como o mais longo já realizado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Monique teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo pelos jurados. Ela também foi condenada por omissão diante da tortura sofrida por Henry.
Em relação ao homicídio culposo, a magistrada concedeu perdão judicial. Já a pena fixada pelo crime remanescente foi considerada cumprida em razão do período de prisão preventiva.
Durante o julgamento, Monique prestou depoimento ao Tribunal do Júri e, pela primeira vez, atribuiu a Jairinho a responsabilidade pelas agressões que resultaram na morte do filho. Em diferentes momentos das sessões, ela também chorou ao acompanhar depoimentos, vídeos e sustentações das partes.
Condenação de Dr. Jairinho
No mesmo julgamento, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foi condenado na madrugada desta quinta-feira (4) a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A decisão foi anunciada pela juíza Elizabeth Machado Louro após 11 dias de julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
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Acabou, na madrugada desta quinta-feira (4), o 11º dia de julgamento sobre a morte de Henry Borel. • Brunno Dantas/TJRJ
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O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, de 4 anos. • Flickr/TJRJ
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Monique Medeiros, mãe da criança, foi condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho e recebeu pena de 1 ano e 4 meses de detenção. • Brunno Dantas/TJRJ
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Segundo a Justiça, sua pena já foi cumprida e ela recebeu perdão judicial pelo crime de homicídio culposo. • Brunno Dantas/TJRJ
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As famílias dos acusados acompanharam os 11 dias de julgamento. • Brunno Dantas/TJRJ
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Durante a acusação, o Ministério Público exibiu vídeos e imagens de Henry ao lado do pai, Leniel Borel, incluindo registros das últimas imagens da criança no parquinho de um condomínio durante o último fim de semana antes da morte. • Fickr/TJRJ
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Monique reencontra a família. • CNN Brasil
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Leniel permaneceu sentado após a condenação. • CNN Brasil
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A partir disso, a defesa de Jairinho sustentou que Leniel teria encontrado uma oportunidade para prejudicar o ex-vereador e responsabilizá-lo pelos acontecimentos posteriores. • CNN Brasil
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Os jurados consideraram Jairinho culpado por homicídio duplamente qualificado e por um dos crimes de tortura atribuídos a ele durante o processo. • CNN Brasil
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Os advogados de Monique exibiram vídeos da criança com a mãe e sustentaram que ela teria sido vítima de violência de gênero e de um relacionamento abusivo. • CNN Brasil
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Durante o julgamento, Monique acusou Jairinho pela primeira vez pela morte do filho. • CNN Brasil
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Jairinho durante julgamento do caso Henry Borel • Divulgação/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Henry Borel: Jairinho é condenado a 43 anos e Monique recebe perdão • Fotos: Brunno Dantas/TJRJ
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Henry Borel: Jairinho é condenado a 43 anos e Monique recebe perdão • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Rafael Oliveira/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Rafael Oliveira/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Família de Monique Medeiros comemora perdão • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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Monique Medeiros foi perdoada pela morte do filho Henry Borel • Brunno Dantas/TJRJ
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As imagens registradas no plenário mostram o momento em que a magistrada faz a leitura da sentença que condenou Jairinho por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo.
O julgamento é considerado o mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Durante a leitura da decisão, a juíza afirmou que o ex-vereador agiu com “violência desproporcional” e demonstrou “rara e desmesurada covardia” contra uma criança de apenas quatro anos. Na sentença, também descreveu Jairinho como uma pessoa capaz de ocultar sua verdadeira personalidade por trás de uma imagem de cordialidade.
Além da pena em regime inicialmente fechado, o ex-vereador foi condenado ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel.
Já Monique Medeiros, mãe da criança, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo. Os jurados reconheceram sua responsabilidade por omissão diante das agressões sofridas pelo filho, e a juíza aplicou perdão judicial em relação ao homicídio culposo. Pelo crime de tortura por omissão, a pena fixada foi considerada cumprida em razão do período de prisão preventiva.
O julgamento encerra um processo iniciado após a morte de Henry Borel, em março de 2021, caso que gerou ampla repercussão nacional e levou à criação da chamada Lei Henry Borel, voltada ao fortalecimento da proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.
Não obstante, embora o julgamento do caso Henry Borel tenha chegado ao fim em primeira instância, o processo ainda pode seguir para análise do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro caso sejam apresentados recursos pelas partes.
