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Ponte de R$ 36 milhões desaba e causa feridos no Acre

A ponte Frei Paolino Baldassari desabou na noite desta sexta-feira (5), na cidade de Sena Madureira, no interior do Acre, e deixou quatro pessoas feridas. Duas das vítimas estão em estado grave e foram transferidas para uma unidade médica na capital Rio Branco.

Segundo o governo do Estado, a ponte já estava interditada desde quinta-feira (4) por medidas de segurança relacionadas a danos estruturais e vinha sendo monitorada por equipes técnicas.

Desabamento da Ponte e Vítimas

As vítimas foram socorridas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) do Bujari e Manoel Urbano. O Ciopaer (Centro Integrado de Operações Aéreas), o CBMAC (Corpo de Bombeiros Militar do Acre) e uma ambulância de suporte avançado de Rio Branco foram acionados para auxiliar nas transferências dos indivíduos com o quadro de saúde grave.

Entre os feridos está Edinaldo Muniz, de 54 anos, que se encontra em estado grave com traumatismo craniano, trauma interno abdominal e renal. O paciente foi transferido para Rio Branco. Já Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, apresenta fratura no fêmur e pupilas dilatadas, e está em condições gravíssimas, sendo encaminhado para a sala vermelha e em transferência para a capital.

Os outros dois feridos, Ednei Muniz, de 51 anos, e Weverton Murieta, de 34 anos, estão estáveis, apresentando escoriações e pequenos ferimentos.

Medidas de Segurança e Crise

A governadora Mailza Assis se deslocou para o local do desabamento para acompanhar o trabalho das equipes de resgate. Além disso, o gabinete de crise foi ativado e a Defesa Civil Estadual também esteve na região. Ela também informou que está apurando as possíveis irregularidades para adotar todas as providências cabíveis.

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O governo do Estado confirmou que foram investidos R$ 36 milhões para a construção da ponte, que durou quase dois anos para ser finalizada. Desses, R$ 20 milhões foram destinados pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito), e o restante dos recursos foi oriundo do governo.

A obra foi executada em parte por ação pública do Deracre (Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre) e pela empresa privada Cidade. O desabamento levanta questionamentos sobre a segurança das estruturas implantadas na região.

Implicações e Futuro

O incidente não apenas causou ferimentos graves em cidadãos, mas também acendeu um alerta sobre a segurança de pontes em áreas remotas. A supervisão contínua e as inspeções regulares são fundamentais para evitar situações semelhantes.

A governadora Mailza Assis destacou a importância da transparência durante a apuração das circunstâncias que levaram ao desabamento. A sociedade espera respostas e um comprometimento em garantir que tragédias como esta não voltem a ocorrer.

As autoridades prometem uma investigação rigorosa para entender os fatores que levaram à queda da ponte e se houve alguma negligência. Essa tragédia pode servir como catalisador para um debate mais profundo sobre as condições das infraestruturas no interior do Acre e a necessidade de investimentos adequados para garantir a segurança de todos os cidadãos.

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