Rayan chamou atenção ao admitir, em coletiva de imprensa nesta sexta (26), que não conhece bem a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil na Copa do Mundo. Essa declaração do jovem jogador de 19 anos gerou debate entre comentaristas sobre a preparação da equipe brasileira para o confronto.
Ao ser perguntado sobre os pontos fortes e fracos do Japão, Rayan respondeu com sinceridade: “Te falar que eu não sei qual que é o jogador mais perigoso dele, não. Só olhando o vídeo mesmo. Mas eu sei que é uma equipe muito qualificada, um time muito forte. A gente sabe que vai trabalhar durante a semana para o nosso melhor e sair com a vitória.”
Comentaristas analisam a fala de Rayan
Para Cris Schwambach, a resposta deixou a desejar do ponto de vista comunicacional. “O Rayan não foi muito bem na resposta”, afirmou, ponderando, no entanto, que o jogador provavelmente não tinha intenção de desrespeitar o adversário. “Não acho que ele tenha feito com o intuito de desrespeitar o Japão, mas querendo ou não, você chegar a poucos dias do seu jogo sem saber com quem você tem que se preocupar não pega muito bem”, disse.
Edward Pepe defendeu que, diante de um confronto de mata-mata em Copa do Mundo, o mínimo esperado de um jogador que deve ser titular é o estudo do adversário. “Eu acho que o mínimo que você tem que fazer como jogador que deve se titular é você estudar o seu adversário. Num confronto contra uma seleção como o Japão, o melhor a se fazer é ter seriedade e respeito”, afirmou, acrescentando que quanto mais a seleção brasileira souber sobre o Japão, melhor para o Brasil.
Falta de media training e preparação
Henrique Marsalla lembrou que a situação evidencia uma falta de preparo para lidar com a imprensa. “Faltou um pouco de media training para o nosso menino Rayan”, disse, destacando que o Japão conta com jogadores em boa fase na competição, como Mitoma, Minamino, Endo, Nakamura e Ito.
“Não dá para você se dar o luxo de dar esse tipo de resposta, principalmente faltando tão pouco para você entrar em campo”, completou. O debate também abordou a escalação do Brasil para o jogo. Rayan assumiu a titularidade após a lesão de Rafinha e foi bem avaliado na partida contra a Escócia, na qual participou de gol e criou oportunidades.
Expectativas para o jogo contra o Japão
Cris Schwambach apontou que o técnico tende a adotar uma postura conservadora nos jogos de mata-mata, mantendo a formação que já vinha utilizando. “Eu acho que ele vai seguir essa linha mais conservadora, do time que ele já tem”, disse, prevendo que Rayan deve ser mantido entre os titulares.
A chave do Brasil na competição foi apontada como bastante difícil, com possíveis confrontos duros à frente caso a seleção avance. O debate enfatizou ainda a importância de Marcação e controle de jogo, características que a seleção japonesa tem demonstrado ao longo da competição.
Análise: Japão tem menos tradição, mas pode dar trabalho para o Brasil
