A Rota das ações policiais tem feito headlines com o aumento da violência nas operações em São Paulo. Até esta quinta-feira (9), a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar já havia registrado quatro mortes durante as buscas por suspeitos envolvidos na tentativa de homicídio do tenente Ronickson Pimentel dos Santos.
Entre os mortos, dois não tinham conexão comprovada com o crime em questão. Um deles foi brevemente considerado suspeito pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), mas essa suspeita foi rapidamente descartada. Os outros dois, que estão sob investigação, são considerados participantes do crime. As apurações continuam.
Três homens foram detidos por seu envolvimento na tentativa de homicídio, enquanto um quarto, o suposto atirador, permanece foragido e agora figura na lista vermelha da Interpol , que busca sua prisão internacional.
Mortes em uma semana
A primeira morte ocorreu no dia 1 de julho, em resposta a uma denúncia anônima sobre a participação de um homem no ataque ao tenente Ronickson. Agentes da Rota dirigiram-se à localidade de Guaianases, na zona Leste de São Paulo, onde foram recebidos a tiros. O homem, baleado durante a troca de tiros, foi socorrido, mas não sobreviveu aos ferimentos.
No dia seguinte, a PM emitiu uma nota informando que não havia indícios de que ele estivesse envolvido no atentado contra o tenente.
Em outro incidente no mesmo dia, também no dia 2 de julho, um homem identificado como suspeito do crime e membro do PCC (Primeiro Comando da Capital) foi morto em ações policiais em Peruíbe. Os policiais estavam atrás de Elenilson Misael da Silva, conhecido como “Galego”, que tentou escapar ao notar a presença da polícia. Após uma perseguição, ele foi baleado e também não resistiu.
Com ele, foram apreendidos uma pistola calibre .380 com 13 munições e o veículo utilizado na fuga, mas as autoridades não informaram detalhes sobre a ligação dele com o ataque ao tenente.
Mais de uma semana depois, outros dois homens têm seus nomes somados às vítimas. Nesta quinta (9), a Rota estava em busca de Marcelo Jesus Dias, conhecido como “Nego Zum”, que seria o piloto da motocicleta utilizada na tentativa de homicídio. A operação levou a uma troca de tiros na comunidade de Heliópolis, onde Marcelo e um comparsa foram baleados e resistiram a socorro médico, vindo a falecer.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias dessas mortes.
Até o presente momento, três homens foram detidos por sua ligação com a tentativa de assassinato do tenente Ronickson.
Prisões dos envolvidos
Os três suspeitos detidos têm envolvimento direto com o caso. Dois deles ofereceram apoio logístico e transporte no dia da tentativa de homicídio e foram capturados no dia seguinte ao ataque. O terceiro, preso nesta terça-feira (7) em Heliópolis, foi temporariamente detido e confessou ter ajudado a disfarçar a motocicleta utilizada na investida.
Suspeito foragido
O quarto envolvido, Hércules da Costa Siqueira, conhecido como “Golias” ou “Peruca”, está em fuga desde o dia 2 após ter sua prisão temporária decretada pela Justiça. Ele foi incluído na lista vermelha da Interpol devido ao risco de fuga para o exterior por rotas clandestinas.
Para ajudar na localização, a Polícia Civil de São Paulo anunciou uma recompensa de R$ 50 mil em informações que levem à prisão de Hércules. Informes podem ser dados anonimamente pelo telefone 181 ou pelo portal da Secretaria de Segurança Pública.
O ataque ao tenente Ronickson ocorreu em 27 de junho, na avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Na ocasião, ele estava de folga e foi cercado por criminosos enquanto aguardava um semáforo.
Ronickson recebeu socorro do Samu e foi encaminhado ao hospital em um helicóptero da PM. O tenente, de 39 anos, passou por uma traqueostomia no hospital e continua em estado grave, mas estável, recebendo cuidados intensivos.
Ele é o irmão mais velho de Eloá Pimentel, tragicamente conhecida por ter sido assassinada em 2008 pelo ex-namorado após um longo sequestro.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
