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CNI: Satisfação de empresários com finanças melhora no 2º tri

CNI: Satisfação de empresários com finanças melhora no 2º tri

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta terça-feira (21) que o índice de satisfação dos empresários com suas condições financeiras apresentou uma leve alta de 0,7 ponto, chegando a 47,9 pontos no segundo trimestre de 2023. No entanto, este valor ainda está abaixo da linha do otimismo, que é de 50 pontos. Os desafios que continuam impedindo um desempenho mais robusto do setor incluem a elevada carga de impostos, as altas taxas de juros e o custo elevado de insumos.

Desempenho do Setor Industrial

O levantamento indica que, apesar da leve melhora nos índices de satisfação, o lucro operacional subiu para 42,9 pontos, um incremento de 1 ponto, enquanto o acesso ao crédito aumentou 0,9 ponto, atingindo 39,9 pontos. Contudo, o índice que mede a evolução do preço médio das matérias-primas registrou uma queda de 2 pontos, para 64,1 pontos, evidenciando que, embora os empresários achem que os preços dos insumos caíram em relação ao primeiro trimestre, eles permanecem altos.

Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, comentou sobre o impacto limitado dos cortes na taxa de juros, que foram modestos e não geraram uma melhora significativa nas condições financeiras. “O panorama geral ainda revela uma insatisfação prevalente entre os empresários quanto à lucratividade e ao acesso ao crédito”, afirmou.

Principais Desafios Enfrentados

A Sondagem Industrial mostra que a alta carga tributária é vista como um entrave significativo para o desenvolvimento da atividade industrial. Aproximadamente 33,3% dos empresários entrevistados indicaram isso como o principal problema em julho. Nesse contexto, o aumento ou a falta de matéria-prima também se destaca como um obstáculo relevante, mencionado por 31,2% dos industriais, especialmente em meio a um cenário internacional volátil e à guerra no Oriente Médio.

Além disso, 27,9% dos empresários destacaram as elevadas taxas de juros como um dos principais obstáculos ao desempenho de suas empresas. Em junho, o índice que mede a evolução da produção caiu para 48,4 pontos, o que representa uma queda de 0,5 ponto em relação a maio e é o pior resultado para esse mês desde 2022.

Capacidade Instalada e Estoques

Por outro lado, a utilização da capacidade instalada (UCI) apresentou uma leve melhora, subindo um ponto percentual de 69% em maio para 70% em junho. Essa alta representa um crescimento total de quatro pontos percentuais no primeiro semestre do ano, indicando uma recuperação na atividade fabril.

O índice de evolução do nível de estoques também trouxe informações relevantes, ao cair 0,2 ponto, totalizando 49,3 pontos. Em contrapartida, o índice que compara o estoque efetivo com o planejado pelos empresários subiu 0,6 ponto, atingindo exatamente 50 pontos, a linha divisória. Esse resultado evidencia que, pela primeira vez desde 2026, o nível de estoques da indústria voltou ao patamar previsto pelos empresários.

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Após a queda em junho, o índice de expectativa sobre a quantidade exportada viu um salto, registrando um aumento de 1,3 ponto, passando de 49,7 pontos para 51 pontos, sinalizando um otimismo renovado entre os empresários em relação ao comércio internacional. Contudo, o índice referente à intenção de investimento dos empresários apresentou uma leve declínio de 0,3 ponto, alcançando 53,2 pontos, ainda acima da média histórica de 52,6 pontos.

Com base no levantamento, a CNI entrevistou 1.351 empresas — sendo 548 pequenas, 478 médias e 325 grandes — entre 1º e 10 de julho de 2023. Com essas informações, a confederação busca traçar um panorama atual da indústria e das expectativas para o futuro próximo.

O cenário atual exige atenção às medidas que podem impulsionar o setor industrial, principalmente no que tange à redução da carga tributária e o acesso às linhas de crédito, visando melhorar a competitividade e a lucratividade das empresas. À medida que mudanças nas políticas econômicas se desenrolam, a análise contínua desses indicadores será fundamental para entender as realmente reais condições enfrentadas pelos empresários na busca por um crescimento sustentável.

Os dados apresentados pela CNI são um indicativo de que, apesar das dificuldades, há sinais de otimismo e possibilidade de recuperação para a indústria brasileira nas próximas etapas, desde que os desafios sejam adequadamente abordados.

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