Ícone do site Portal R7 Brasil

Projeto de terras raras na Bahia e em MG avança para NY

Projeto de terras raras na Bahia e em MG avança para NY

A IMC Rare Earths, uma empresa focada na exploração de terras raras, acaba de realizar uma oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, levantando US$ 20 milhões, equivalente a R$ 101 milhões. Com sua nova listagem na NYSE American, em Nova York, a companhia busca avançar com seu projeto situado na divisa entre Bahia e Minas Gerais.

A operação de IPO consistiu na venda de 4 milhões de ações a um preço de US$ 5 cada. Há a possibilidade de os bancos que coordenaram a oferta adquirirem mais 600 mil ações nos próximos 45 dias, elevando o total potencial captado para US$ 23 milhões, caso a opção seja completamente exercida.

Embora a presença no mercado de capitais americano seja um passo significativo, a IMC ainda é uma empresa em fase inicial de exploração, sem minas ativas e, portanto, sem qualquer receita registrada.

Exploração do Projeto Itarantim

O foco da empresa é o Projeto Itarantim, localizado a cerca de 10 quilômetros do município homônimo, na fronteira entre os estados mencionados. Este depósito é notável por conter argilas de adsorção iônica, o que tem atraído atenção por possibilitar a extração de terras raras de maneira menos agressiva, evitando as etapas de britagem e moagem comuns em outras técnicas.

Apesar dos avanços, a IMC reconhece que serão necessários novos esforços antes de definir a viabilidade econômica de um projeto mineiro. A empresa prevê mais campanhas de perfuração, testes metalúrgicos e avaliações ambientais que são essenciais para uma decisão embasada sobre o futuro do projeto.

Financiamento para Estudos

Após a captação de US$ 20 milhões, a IMC estima receber cerca de US$ 16 milhões líquidos, já descontadas comissões e custos associados. A prioridade é destinar cerca de US$ 13 milhões à exploração e desenvolvimento do Projeto Itarantim, juntamente com US$ 2 milhões para licenciamento e relatórios e R$ 1 milhão para despesas administrativas.

No entanto, os recursos não serão alocados imediatamente na construção de uma mina, mas sim nos trabalhos que ajudarão a reduzir incertezas relacionadas a fatores geológicos, metalúrgicos e ambientais do projeto. Entre as etapas futuras está a perfuração de mais 175 poços, com o objetivo de aprimorar o conhecimento sobre o depósito mineral.

Além disso, a empresa planeja realizar novos testes metalúrgicos e avançar com estimativas detalhadas de custos e planejamento da mina, com a ambição de avançar para análises econômicas e estudos de viabilidade.

Recursos e Reservas do Projeto

A IMC afirma que, até o momento, estimou um total de 1,1 bilhão de toneladas de recursos minerais, com uma concentração média de 1.233 partes por milhão de óxidos totais de terras raras. Este número refere-se à quantidade estimada do material mineralizado, e não representa a realidade do total disponível em terras raras.

Toda essa quantidade é classificada como recurso mineral inferido, o que indica o menor nível de confiança geológica. Isso implica que mais perfurações e análises são essenciais para confirmar a continuidade e a distribuição dos teores minerais.

Recursos inferidos, por si só, não podem ser considerados reservas minerais nem utilizados para assegurar a viabilidade econômica da exploração. A empresa também alerta que não há garantias de que esses recursos poderão ser transformados em reservas em um futuro próximo.

Os testes metalúrgicos realizados até agora estão em fase de laboratório. Embora os resultados preliminares indiquem a possibilidade de recuperação de terras raras através de processos de lixiviação, ainda não há garantias de que esses processos serão competitivos em uma escala industrial.

Até o momento, os estudos detalhados sobre engenharia e desenho de mina não foram concluídos, e os investimentos necessários para transformar o projeto em uma operação produtiva ainda não foram completamente avaliados.

Sair da versão mobile