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Vendas no varejo dos EUA têm queda inesperada em julho 2023

Vendas no varejo dos EUA têm queda inesperada em julho 2023

As vendas no varejo dos Estados Unidos enfrentaram um revés em julho, apresentando uma queda inesperada após meses de crescimento impulsionado por remessas de impostos. Apesar disso, os analistas acreditam que os gastos dos consumidores continuarão a ser sustentados pelo aumento da riqueza gerada pelo mercado acionário, mesmo com as famílias sendo cada vez mais impactadas por preços elevados.

Desempenho das Vendas no Varejo

Os dados mais recentes mostram que as vendas no varejo caíram 0,6% em julho, um resultado surpreendente, especialmente após um aumento não revisado de 0,2% em junho, conforme reportado pelo Census Bureau do Departamento de Comércio. As expectativas do mercado, segundo economistas consultados pela Reuters, era de que as vendas crescessem apenas 0,1%. As previsões diferentes variaram entre uma queda de 0,5% e um aumento de 0,7%.

Impacto das Restituições de Impostos

As restituições de impostos deste ano contribuíram para amenizar os efeitos dos altos preços da gasolina, principalmente devido a conflitos no Oriente Médio. Isso resultou em um crescimento robusto nos gastos dos consumidores no segundo trimestre. Contudo, os analistas alertam que essas restituições já se esgotaram e podem não sustentar os gastos por muito tempo.

A queda nas vendas também pode ser atribuída à antecipação do Prime Day da Amazon, que ocorreu em junho, e ao fato de outros varejistas também no mesmo período estarem oferecendo promoções atrativas. Além disso, a redução nos preços dos combustíveis no mês passado teve um impacto negativo sobre a receita dos postos de gasolina. As montadoras também relataram uma redução nas vendas de veículos, um reflexo do ambiente econômico atual.

Expectativas para o Futuro

Apesar da queda nas vendas, a alta contínua do mercado de ações elevou a riqueza das famílias, levando economistas a acreditar que essa fraqueza nas vendas no varejo é temporária. A exclusão de itens como automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação mostra que as vendas diminuíram 0,4% em julho, seguindo um leve aumento revisado de 0,4% em junho. Economistas previam uma alta de 0,3% nesse cálculo, que reflete mais precisamente o comportamento de gastos dos consumidores em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

O impacto dos gastos do consumidor é significativo, representando mais de dois terços da economia americana. Neste contexto, esses gastos aumentaram a uma taxa anualizada de 3,2% no segundo trimestre, enquanto a economia geral cresceu 1,5% no trimestre anterior. Os economistas continuam a monitorar a situação atentamente, acreditando que fatores de suporte, como a alta no mercado de ações, poderão estabilizar ou até reverter essa tendência de queda nas vendas no varejo.

Em suma, apesar das oscilações atuais nas vendas, a capacidade de recuperação estimulada pela riqueza do mercado acionário é um elemento crucial para a economia. Espera-se que, com a normalização dos padrões de consumo e o apoio contínuo à receita familiar, as vendas no varejo consigam se recuperar nos próximos meses.

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