Um valioso colar, avaliado em cerca de R$ 2 milhões e presenteado por Buzeira ao jogador Neymar, chamou a atenção das autoridades e iniciou investigações sobre uma rede de receptação de joias roubadas em São Paulo. Este incidente, ocorrido em 2025, foi confirmado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.
Embora Neymar tenha recebido o colar como presente, ele não é alvo da investigação. O foco das apurações está na Operação Ouro Reverso, que ganhou força com a descoberta desse colar. Recursos da Justiça foram mobilizados para o bloqueio de bens avaliados em R$ 34 milhões que pertencem aos suspeitos.
A Operação Ouro Reverso
A operação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e, na segunda fase, realizada em 24 de outubro, resultou na emissão de quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão. As ações se concentraram na capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo.
As investigações revelaram um grupo que atuava em diversas etapas do crime, desde os roubos até a venda e processamento de ouro. Esse tipo de crime, que envolvia alianças e joias, estava sendo explorado em áreas conhecidas como “Círculo de Fogo” na região central de São Paulo.
Essas empresas eram responsáveis por adquirir as joias oriundas de delitos, derretendo o ouro para dificultar a identificação das peças.
Desdobramentos e investigações
O episódio envolvendo o colar de Neymar foi crucial para a investigação. Os pesquisadores conseguiram identificar diversos elos da cadeia criminosa, incluindo os responsáveis pelos roubos e aqueles que aceitam as joias como parte do comércio ilegal.
A primeira fase da operação aconteceu em maio de 2025, resultando na prisão de Rony Gonçalves, considerado um dos negociadores principais de ouro roubado. Gonçalves estaria envolvido em um esquema liderado por Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Ouro”, que supostamente apoiava as quadrilhas nos roubos.
Efeitos das investigações na sociedade
As repercussões da Operação Ouro Reverso vão além da identificação de criminosos. O caso gerou um clima de insegurança entre os comerciantes de joias e os investidores do setor, que agora temem a origem dos produtos que estão colocando à venda. O impacto sobre o mercado pode ser significativo, já que a percepção de segurança é fundamental para o comércio de itens de luxo.
Profissionais do setor foram notificados e estão sendo incentivados a verificar e validar a origem das joias que comercializam. Isso visa não apenas se proteger contra possíveis ligações com o crime, mas também para restaurar a confiança dos consumidores no mercado.
A continuidade da Operação Ouro Reverso reflete um compromisso das autoridades em desmantelar redes de crime que afetam a segurança e a economia do estado. As investigações buscam reunir provas e identificar outros participantes envolvidos na receptação e no comércio ilegal de ouro.
A participação de auditores da Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, bem como de avaliadores da Caixa Econômica Federal, tem sido fundamental para a operação. Esses profissionais auxiliam na verificação de bens e no rastreamento das transações financeiras que podem estar ligadas ao grupo investigado.
