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Justiça Federal envia ao STF ação para Senado divulgar visitas

Justiça Federal envia ao STF ação para Senado divulgar visitas

A Justiça Federal do Paraná encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação que solicita ao Senado Federal os registros de entrada e saída do banqueiro Daniel Vorcaro na Casa Legislativa. Este pedido teve origem em abril deste ano, apresentado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo-PR), após a negativa do Senado em fornecer as informações via LAI (Lei de Acesso à Informação).

A negativa foi inicialmente emitida pela Ouvidoria do Senado. Contudo, Kilter indicou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), como responsável no processo judicial, considerando-o a principal autoridade da instituição.

Intervenção do STF

Ao analisar o caso, a juíza da 1ª Vara Federal de Curitiba, Thaís Sampaio Machado, declarou que a competência para julgar a ação é definida pela autoridade apontada como coatora. Por Kilter ter nomeado o presidente do Senado, que possui foro privilegiado, a magistrada determinou que o processo deve ser apreciado pelo STF. Em seu despacho, a juíza destacou que a “competência originária para apreciar o presente mandamus contra ato a ele atribuído ultrapassa à jurisdição desta Justiça Federal de primeiro grau”.

Até o momento desta reportagem, o processo ainda não estava registrado no sistema do STF e não havia relator designado.

Acusações Contra Alcolumbre

Informações obtidas pela Polícia Federal e divulgadas pela Revista Veja neste ano sugerem que Daniel Vorcaro transferiu US$ 30 milhões para uma conta no exterior ligada a Davi Alcolumbre. O banqueiro nega as acusações. Segundo a revista, a transferência supostamente ocorreu como contrapartida pela atuação de Alcolumbre em favor dos interesses do Banco Master no Congresso Nacional. Essas alegações foram feitas por Vorcaro durante negociações para um acordo de delação premiada.

Em uma sessão plenária realizada em junho, Alcolumbre repudiou o conteúdo das notícias, afirmando que jamais recebeu os valores mencionados. Ele classificou as alegações como “inteiramente falsas”, com a intenção de denegrir seu nome, honra e reputação.

Contexto Político Atual

O cenário atual apresenta Alcolumbre sob pressão da oposição, que exige o andamento dos pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a divulgação de mensagens que teriam sido trocadas entre o magistrado e Vorcaro. As conversas insinuam uma atuação do ministro junto à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República em favor do banqueiro.

O presidente do Senado enfrenta mais de 50 pedidos de impeachment contra Moraes em sua mesa, mas até agora nenhum deles foi encaminhado. Na quarta-feira (2), Alcolumbre comentou sobre as mensagens atribuídas a Moraes e destacou que, após a divulgação, a responsabilidade tem sido desproporcionalmente direcionada a ele e ao magistrado.

Em suas declarações, Alcolumbre mencionou uma suposta solicitação de R$ 130 milhões feita ao mesmo banqueiro com a justificativa de um filme, o que levantou questões sobre a responsabilidade das narrativas em torno das investigações. Ele pediu um espaço para calmaria em meio às agressões que vem enfrentando devido à sua posição como presidente do Senado.

Com tudo isso, a situação envolvendo o Senado, o STF e as atividades do banqueiro Vorcaro continua a evoluir, refletindo a complexidade da política brasileira. O monitoramento e a transparência das ações no Senado são cruciais, especialmente em tempos de crescente desconfiança da população em relação às instituições.

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