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Juiz dos EUA rejeita acordo do TikTok sobre privacidade infantil

O recente acordo proposto entre o TikTok e a ByteDance com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, no valor de US$ 400 milhões, enfrenta um impasse significativo. Um juiz federal manifestou sua intenção de rejeitar parte desse acordo, que visava resolver as alegações de violação das leis de privacidade online infantil.

Ações legais em história recente

Em agosto, TikTok e ByteDance concordaram em um acordo para lidar com acusações de que a plataforma infringiu normas de proteção à privacidade das crianças. Porém, o juiz George H. Wu, atuando no tribunal de Los Angeles, revelou sua inclinação em rejeitar o pedido de rescisão do acordo judicial e marcou uma audiência para o dia 21.

Durante a audiência, Wu apontou que, sem mais informações, o tribunal não poderia avaliar se a rescisão proposta era apropriada considerando as mudanças nas circunstâncias. Além disso, a Comissão Federal de Comércio (FTC) já havia afirmado, em 2019, que o Musical.ly, aplicativo incorporado ao TikTok, tinha conhecimento do uso do aplicativo por crianças pequenas, mas falhou em obter consentimento dos pais para a coleta de dados pessoais, como nomes e endereços de e-mail. Naquele período, o Musical.ly pagou uma multa de US$ 5,7 milhões para encerrar as acusações.

Obrigações impostas pelo acordo

O acordo judicial resultante desse processo estabelece que o TikTok deve manter uma série de obrigações até 2029 quanto à coleta e manejo da informação de usuários menores. No entanto, a situação atual indica que a proposta de rescisão pode enfrentar desafios significativos na sua implementação.

O acordo de US$ 400 milhões foi originado de um processo iniciado pelo DOJ em 2024, que acusava o TikTok e a ByteDance de falhas na proteção da privacidade infantil e na coleta indevida de dados. As empresas estão sob a vigilância de um conjunto de obrigações rigorosas que visam assegurar a conformidade com as normas estabelecidas.

Mudanças significativas e suas implicações

O governo afirma que, desde que o processo foi instaurado, o TikTok passou por mudanças consideráveis em sua gestão e práticas de privacidade. Em janeiro, a ByteDance concordou em formar uma joint venture com empresas americanas, com o intuito de garantir a proteção dos dados dos usuários nos EUA e evitar uma possível proibição do aplicativo, que conta com mais de 200 milhões de usuários americanos.

A joint venture reforçou a exigência de que todos os usuários informem sua data de nascimento ao utilizarem o site, além de desenvolver sistemas avançados para moderação de idade, capazes de identificar crianças menores de 13 anos que tentam falsificar suas idades.

Desta forma, o TikTok busca não apenas adaptar suas práticas comerciais, mas também se posicionar como um serviço mais seguro e responsável, especialmente em relação ao público jovem. O cenário atual revela um compromisso contínuo da plataforma em se adequar às normativas vigentes, embora os desafios legais persistam. A audiência marcada para o dia 21 será crucial para definir o futuro do acordo e as suas obrigações subsequentes.

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