A pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada neste sábado (17), trouxe dados interessantes acerca da performance nas redes sociais das campanhas presidenciais. Segundo o levantamento, 45% dos eleitores consideram a campanha do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) superior à do atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece com 37%.
Os eleitores que não souberam ou não responderam totalizam 15%, enquanto os que acreditam que ambos os candidatos apresentam desempenhos semelhantes somam apenas 3%.
Embora Flávio Bolsonaro esteja à frente, a pesquisa indica uma leve queda dentro da margem de erro — que é de 2,6 pontos percentuais, tanto para mais como para menos — em comparação com a pesquisa anterior. Segundo esses dados, logo após o primeiro turno, Flávio marcava 47%, enquanto o petista aparecia com 32%.
Os eleitores que não tinham opinião eram 18%, e o percentual daqueles que acreditavam que ambos tinham desempenhos iguais era de 3%.
Desempenho nas redes sociais
A avaliação das campanhas presidenciais nas redes sociais é essencial, visto que estas plataformas desempenham um papel significativo no engajamento e na disseminação de informações. A pesquisa Ipespe/Abrapel revela que a maioria dos eleitores está se envolvendo ativamente nas interações online, demonstrando uma preferência clara pela abordagem de Flávio Bolsonaro. Este dado ressalta a importância das estratégias digitais no cenário eleitoral atual.
Além disso, o crescimento nos índices de Lula, embora também dentro da margem de erro, sugere que sua presença digital e a forma como se comunica com o eleitorado estão sendo mais eficazes do que no passado. Candidatos que conseguem ajustar suas campanhas para melhor dialogar com o público nas redes sociais têm uma vantagem significativa.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa Ipespe/Abrapel foi realizada entre os dias 13 e 15 de outubro e abrangeu um total de 1.500 eleitores em todo o Brasil. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95,45%. O estudo foi conduzido com recursos próprios do instituto e está devidamente registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00223/2026.
Com essa metodologia rigorosa, a pesquisa traz informações que podem ser muito úteis para entender a dinâmica atual das campanhas eleitorais e o comportamento dos eleitores nas redes sociais.
Impacto das redes sociais nas campanhas eleitorais
A era digital trouxe transformações profundas na maneira como as campanhas eleitorais são conduzidas. Cada vez mais, as redes sociais se tornaram plataformas cruciais para a comunicação política, onde candidatos se esforçam para criar uma presença marcante e interativa.
A batalha pela atenção dos eleitores nas redes não se dá apenas por meio de postagens, mas também por meio de estratégias de entretenimento, engajamento e criação de conteúdos que ressoem com o público. Para Flávio Bolsonaro, esse modelo parece estar funcionando de forma eficaz, tendo em vista os números expressivos apresentados na pesquisa.
Por outro lado, Luiza Inácio Lula da Silva, ao contrário de seu início de campanha, parece ter reconhecido a necessidade de se atualizar e se conectar com o eleitorado digital. O aumento no percentual de apoio que recebeu é um indício de que sua estratégia de comunicação digital está começando a mostrar resultados positivos.
Observa-se que, nas próximas semanas, ambas as campanhas deverão intensificar o uso das redes sociais, já que ainda há um grande número de eleitores indecisos que podem ser persuadidos por uma interação mais direta e envolvente.
O futuro da política brasileira está cada vez mais ligado ao sucesso nas redes sociais. As campanhas que estiverem dispostas a entender e explorar essas novas dinâmicas sociais têm uma chance maior de conquistar votos e, consequentemente, se sobressair nas urnas.

