O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, confirmou em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (2), que há grandes distribuidoras que optaram por não participar do programa de subvenção ao diesel criado pelo governo federal. Esse programa visa garantir preços mais acessíveis para o combustível, mas a ausência de algumas empresas sinaliza uma cautela no mercado.
Distribuidoras fora do programa de subvenção
Ceron evitou confirmar o nome dessas empresas, apontando que compete à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural, e Biocombustíveis) divulgar tais informações. Contudo, sua afirmação revela que as distribuidoras preferiram observar antes de ingressar na primeira leva do programa de subvenção, criando expectativas sobre as suas reações futuras.
Acompanhamento pelo governo
Apesar da não participação, Ceron enfatizou que o governo está atento à situação do setor. Ele declarou: “Claro que é algo que preocupa. O governo tá atento, tá acompanhando, tá fiscalizando justamente para evitar abusos.” Essa abordagem é fundamental, especialmente em um mercado considerado razoavelmente concentrado. Um controle mais rigoroso pode ajudar a prevenir práticas prejudiciais aos consumidores.
Diálogo para ajustes no programa
O número dois da Fazenda mencionou que continua a dialogar com a ANP e com as pastas responsáveis pelo setor de combustíveis para fazer ajustes necessários no programa. O objetivo é garantir que os benefícios da subvenção impactem positivamente o mercado, favorecendo tanto os consumidores quanto a dinâmica de preços. Esse acompanhamento pode resultar em modificações importantes que atendam às necessidades do setor e da população.
Em suma, a decisão de algumas distribuidoras de não participar do programa de subvenção ao diesel evidencia uma cautela no mercado, que será monitorada de perto pelo governo, comprometido em evitar abusos e garantir um ambiente mais estável e justo para todos os envolvidos.



