A Operação Unha e Carne tem mostrado força ao prender figuras importantes na política do Rio de Janeiro, como o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, na manhã desta terça-feira (5). Esta ação é a mesma que resultou na prisão do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que foi detido pela primeira vez em dezembro de 2025.
Na sua quarta fase, a operação visa desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes em compras e contratos de serviços na Secretaria de Educação do Estado. A estratégia é combater a corrupção e os desvios de recursos públicos, principalmente em relação a obras e reformas necessárias nas instituições de ensino.
Além da prisão de Rangel, a PF cumpriu outros cinco mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em várias cidades do estado, incluindo Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
Desdobramentos da Prisão de Bacellar
Rodrigo Bacellar, que havia sido liberado após uma resolução da Alerj, foi novamente preso em março de 2025, na mesma operação. A recentemente divulgada denúncia feita pela PGR trouxe à tona a participação de Bacellar e de outros indivíduos em crimes relacionados a obstruções de investigações envolvendo facções criminosas, como o Comando Vermelho.
Dentre os denunciados nesta nova fase estão o desembargador Macário Ramos, a esposa de TH Joias e seu assessor parlamentar, apontando um esquema de manobras para atrapalhar investigações significativas.
Investigação de Thiago Rangel
As apurações sobre Thiago Rangel começaram a partir da análise de mídias que foram apreendidas. As informações levantadas indicam que contratos feitos por escolas estaduais estavam sendo manipulados para beneficiar empresas ligadas a uma organização criminosa.
Além disso, a PF apontou que recursos públicos recebidos eram desviados e misturados com valores de origem lícita na rede de postos de combustíveis gerida pelo líder do grupo. Revela-se, assim, um profundo entrelaçamento entre o setor público e atividades criminosas, evidenciando a urgência de ações de combate à corrupção.
A CNN Brasil está em busca de uma posição da defesa do deputado Rangel.



