Vendas da safra nova de café do Brasil seguem lentas em 2023

Vendas da safra nova de café do Brasil seguem lentas em 2023

As vendas de café da nova safra do Brasil (2026/27) seguem em um ritmo lento, com apenas 16% do potencial produtivo já comercializado. Este cenário foi apontado pela consultoria Safras & Mercado, que destaca a lentidão do processo de vendas, especialmente em um momento onde a colheita está apenas começando no maior produtor global de café.

Acompanhamento das Vendas de Café

De acordo com a consultoria, as vendas avançaram apenas dois pontos percentuais desde o mês anterior. Embora esse percentual esteja alinhado ao verificado no mesmo período no ano passado, ele ainda se mostra inferior à média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 25%. Gil Barabach, consultor da Safras & Mercado, ressalta que os produtores estão priorizando as negociações relativas ao café já disponível, o que impacta diretamente no volume das vendas da nova safra.

As vendas da safra anterior (2025/26) alcançaram um expressivo 86% da produção colhida no último ano. Essa diferença nas vendas indica um comportamento estratégico dos produtores que, neste momento, parecem mais focados em comercializar o que já possuem em estoque do que em antecipar a venda da nova safra.

Início da Colheita

Sobre o início da colheita no Brasil, a Safras & Mercado observou que este processo está ocorrendo de forma lenta. Um levantamento realizado até o dia 13 de maio informou que apenas 6% da nova safra de café foi colhida até a data, número que fica abaixo do percentual do ano anterior, que registrava 7% no mesmo período, assim como está aquém da média dos últimos cinco anos, que é de 9%. Essa lentidão pode ser atribuída a diversos fatores, sendo um deles as condições climáticas e o planejamento do cultivo por parte dos produtores.

Impactos no Mercado Global de Café

A lentidão nas vendas e na colheita pode ter repercussões significativas no mercado global de café. O Brasil, sendo o maior produtor mundial, tem uma influência considerável nos preços e na disponibilidade do produto. Caso a colheita e as vendas não acelerem, isso pode acarretar uma escassez futura, potencialmente elevando os preços do café no mercado internacional.

Com a comercialização da nova safra ainda em ritmo lento, é essencial que os produtores adotem estratégias que possam otimizar as vendas e garantir que os estoques sejam geridos de forma mais eficiente. Essa estratégia deve incluir uma análise detalhada das condições de mercado e das necessidades dos consumidores, o que poderá suavizar os impactos negativos e permitir um fluxo de vendas mais saudável.

A permanência de uma taxa de venda baixa é preocupante, especialmente com a aproximação das demandas típicas do inverno, quando historicamente o consumo de café tende a aumentar. Um aumento na comercialização pode ser necessário para atender essa demanda futura e garantir que os produtores maximizem suas receitas.

Portanto, o cenário atual exige uma atenção redobrada dos produtores e das consultorias do setor para que uma estratégia mais assertiva seja colocada em prática. A capacidade de responder a mudanças nas condições do mercado será crucial para o sucesso da safra de café de 2026/27 e para o futuro da indústria cafeeira brasileira.