Mãe é presa após manter filho acorrentado em Goiás, justiça feita

Mãe é presa após manter filho acorrentado em Goiás, justiça feita

Uma mãe é detida após ser acusada de submeter seu próprio filho, um jovem acamado, a condições de tortura e maus-tratos, em Rio Verde, Goiás. As denúncias revelam práticas aterradoras, como a vítima sendo mantida acorrentada e forçada a ingerir suas próprias fezes.

A prisão foi realizada após uma denúncia feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que levantou suspeitas sobre abandono e violência extrema na residência onde a família vivia.

Conforme a PCGO (Polícia Civil de Goiás), os agentes, em conjunto com profissionais da assistência social, encontraram a vítima vivendo em condições “degradantes” e “absolutamente desumanas”, exposta a frio, fome e sujeira.

Condições de Vida Degradantes

As investigações mostram que o filho permanecia acorrentado durante longas horas do dia, mesmo quando estava sozinho em casa.

Imagens divulgadas pela polícia revelam que a vítima apresentava ferimentos nos punhos e tornozelos, resultado do confinamento prolongado. Além disso, relatos apontam que ele vivia em estado de extrema debilidade física e sujeira.

Homem era mantido amarrado pelos braços e pernas • Divulgação/PCGO
Vítima apresentava sinais de contenção prolongada nos punhos e tornozelos • Divulgação/PCGO

Testemunhas informaram que, além de estar sujeito a condições precárias de higiene, o rapaz permanecia dias sem tomar banho e sofria com alimentação irregular e sofrimento psicológico.

Adicionalmente, a vítima dormia em uma área externa improvisada da residência, sendo exposta ao frio, vento e chuva. A situação se agravou com vídeos que mostram a mulher forçando o filho a ingerir suas próprias fezes.

Intervenção das Autoridades

Após a prisão em flagrante, a vítima foi encaminhada para tratamento médico e acolhimento institucional, recebendo apoio da rede de proteção social.

A mãe foi indiciada pelos crimes de tortura e maus-tratos, com pedidos de prisão preventiva devido à gravidade da situação e pelas denúncias prévias envolvendo a mesma vítima.

Durante o interrogatório, a suspeita optou por permanecer em silêncio, alegando que se manifestará somente em juízo.

É alarmante que uma mãe seja protagonista de tamanha violência contra seu próprio filho, revelando uma triste realidade que precisa ser mais discutida e combatida na sociedade.

O caso nos chama à reflexão sobre a importância de mecanismos de proteção às vítimas e a necessidade urgente de ações interinstitucionais para prevenir casos de abusos similares.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo