O ator Duda Nagle, 43, revelou ter saltado do mesmo lugar onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues, 21, morreu na manhã do último sábado (13), em Limeira, no interior de São Paulo. A tragédia ocorreu quando Maria foi arremessada por funcionários da empresa Entre Cordas, sem perceberem que ela estava sem a corda de segurança durante a prática de rope jump.
Em uma série de vídeos compartilhados no Instagram, o artista apareceu sensibilizado com a situação e mencionou que realizou o salto para um projeto de trabalho. “Eu estou em um momento de reflexão”, começou Duda, claramente abalado.
“Uma tragédia horrível, toda cheia de câmeras. Eu fiz um filme nessa ponte, eu saltei nessa ponte, eu fiz o salto que a menina ia fazer. Mas eu fiz um pouco diferente. Eu não fui arremessado, eu pulei. Para mim, bateu muito mal essa tragédia. Depois, eu me perdi e fiquei escondido na mata”, acrescentou o ator em sua declaração.
Ainda na rede social, Duda Nagle também publicou um vídeo gravado na época em que fez o salto. “Que tristeza. Tenho muito vivo a memória do ambiente, o salto. Foi em abril de 2022, a gente fez uma cena do filme ‘Traição’”, recordou.
O acidente trágico em Limeira
No último sábado, 13 de outubro, uma mulher de 21 anos morreu ao realizar uma atividade de rope jump na Trilha da Ponte do Esqueleto. Infelizmente, a jovem estava sem a corda que deveria segurá-la, resultando em uma queda trágica. O acidente ocorreu sob a supervisão de uma empresa, a Entre Cordas, que será responsabilizada pela fatalidade.
Após a queda, testemunhas no local tentaram realizar manobras de RCP até a chegada da equipe do SAMU. Contudo, o óbito foi constatado no local devido a politraumatismos severos resultantes da queda.
A resposta do público e das autoridades
A morte de Maria Eduarda gerou comoção nas redes sociais e um apelo por justiça. O vídeo da queda, que foi gravado por algumas pessoas presentes, circulou amplamente e causou indignação. O conteúdo mostra a reação das pessoas que assistiram ao acidente, gritando ao perceberem que a jovem foi lançada sem a corda de segurança.
A empresa que fornecia o serviço e a segurança para a atividade extrema enfrentará investigações. A falta de atenção dos funcionários, que não perceberam a ausência da corda de segurança, levanta questões importantes sobre a responsabilidade das empresas de aventura e os procedimentos que devem ser seguidos para garantir a segurança dos participantes.
Reflexões de Duda Nagle
Duda Nagle, ao compartilhar sua experiência e o peso emocional que a tragédia trouxe, provoca uma reflexão profunda sobre a segurança em esportes de aventura. Sua experiência como ator que já vivenciou o salto demonstrou que, mesmo em situações controladas, imprevistos podem ocorrer e como a falta de precauções pode resultar em consequências irreparáveis.
A tragédia com Maria Eduarda deve servir como um lembrete para todos os envolvidos em atividades de aventura de que a segurança deve sempre estar em primeiro lugar. A conscientização e a educação sobre os procedimentos corretos são essenciais para evitar que incidentes semelhantes aconteçam.
O luto pela jovem é sentido nas palavras de Duda e na dor de seus familiares e amigos. A comunidade deve unir forças não apenas para exigir justiça, mas também para assegurar que casos como este não se repitam no futuro.
Acompanhe as atualizações sobre o caso e a resposta da justiça no andamento das investigações sobre a empresa e as circunstâncias que levaram a essa tragédia.



