O ciclone-bomba que atingiu o Brasil trouxe preocupação para a população carioca, mas o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), garantiu que não há motivos para pânico. Durante uma coletiva de imprensa, ele destacou a importância de manter a calma e seguir as orientações para garantir a segurança de todos.
As condições meteorológicas, com ventos intensos afetando diversas regiões do Estado do Rio, exigem atenção. O prefeito enfatizou que, mesmo em meio à preocupação, tem que haver um retorno responsável para casa, principalmente durante o período de maior intensidade dos ventos.
“Não há motivo para pânico. É muito importante que tenha tranquilidade para se proteger e fazer o retorno para casa de forma gradativa”, afirmou Cavaliere. Até o momento da declaração, a cidade não havia registrado grandes incidentes relacionados ao mau tempo.
Prevenções em meio ao ciclone-bomba
Em resposta às previsões de ventos fortes, a Prefeitura do Rio e o Governo do Estado tomaram diversas medidas preventivas. Uma delas foi a antecipação do encerramento das atividades não essenciais, visando diminuir a circulação nas ruas durante o período crítico de ventos.
Além disso, o governo estadual decretou ponto facultativo a partir das 13h para os órgãos públicos, com a intenção de permitir que os servidores possam voltar para casa com segurança. Para reforçar a orientação, a Defesa Civil enviou alertas georreferenciados aos celulares de moradores da capital, recomendando o retorno antecipado para casa.
As informações indicações são para que os deslocamentos sejam realizados de forma gradual, sempre que possível, evitando os horários de maior gravidade nas condições climáticas.
Impactos dos ventos no Rio de Janeiro
No fim da manhã desta sexta-feira, os ventos na Costa Verde chegaram a 74 km/h, com algumas estações registrando rajadas de até 75 km/h. Em regiões da capital, os ventos passaram de 50 km/h durante a madrugada, sendo a maior velocidade notificada de 54,6 km/h às 2h45 na estação do Vidigal.
As previsões alertam que os ventos podem superar 90 km/h, especialmente no litoral, onde as rajadas podem variar entre 90 km/h e 110 km/h, o que representa um risco significativo para a população e estruturas.
Aulas e atividades públicas suspensas
Como parte das medidas preventivas, as aulas presenciais nas redes municipal e estadual de ensino foram suspensas. Essa decisão não se restringe apenas à capital, mas também a municípios da Região Metropolitana e outras áreas como Baixada Fluminense, Região Serrana e Costa Verde, onde localidades como Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, Itaguaí, Nilópolis, São João de Meriti, Queimados, Seropédica, Mangaratiba e Paraty aderiram à suspensão.
A Uerj também cancelou as atividades presenciais em seus campi, mantendo apenas serviços essenciais em operação. Todos os parques municipais na capital foram fechados a partir das 10h, reforçando a orientação da Defesa Civil de que a população evite sair de casa durante os períodos de ventos intensos.
Os órgãos responsáveis pelo monitoramento e pela resposta à emergência, como o Cemaden-RJ, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, continuam em estado de alerta para acompanhar a evolução das condições climáticas e garantir a segurança da população. A situação permanece sob vigilância constante, e a colaboração da população é essencial para a segurança coletiva.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo




