O senador Plínio Valério (PSDB-AM), que tenta a reeleição em 2026, mantém em seu gabinete um assessor que responde a processo por roubo a uma casa em Manaus. A informação foi publicada nesta quarta-feira (30) pelo R7.
Segundo a reportagem, Jackson Bacelas dos Santos ocupa o cargo de assistente parlamentar no escritório do senador na capital amazonense e recebe mais de R$ 19 mil por mês.
De acordo com o R7, Jackson foi preso em 2012, acusado de invadir uma residência e manter duas mulheres como reféns. Ele foi indiciado pela polícia e denunciado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), mas o processo ficou mais de dez anos sem julgamento. Recentemente, o próprio MP-AM pediu a extinção do caso por prescrição.
Depois da prisão, ainda conforme o portal, Jackson passou a atuar na política local: trabalhou para parlamentares na Assembleia Legislativa do Amazonas a partir de 2013 e também na Prefeitura de Manaus, antes de chegar ao gabinete de Plínio Valério.
A reportagem cita ainda o advogado Celso Castelo Branco Garcia, que também trabalha para o senador com salário semelhante ao de Jackson. Segundo o R7, ele foi o maior doador da campanha de Plínio na eleição anterior, com R$ 55 mil entre transferências via Pix e serviços voluntários.
Outro nome ligado ao escritório político, de acordo com o portal, é o da jornalista Artemísia de Castro Gadelha, contratada como ajudante parlamentar com remuneração de cerca de R$ 5 mil mensais. O R7 aponta possível conflito de interesses pelo uso do site dela na divulgação do senador.
Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que usar recursos públicos para bancar veículos de comunicação pode caracterizar abuso de poder político e econômico, caso candidatos à reeleição façam propaganda sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As punições previstas vão de multa e remoção de conteúdo até a suspensão dos sites.
A reportagem do R7 não traz manifestação do senador Plínio Valério nem dos assessores citados.
Fonte: R7



