Ipsos/Ipec: 37% dos brasileiros não entendem a guerra atual

Ipsos/Ipec: 37% dos brasileiros não entendem a guerra atual

Uma parcela significativa dos brasileiros acredita estar pouco informada sobre a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. É o que aponta a pesquisa Ipsos/Ipec divulgada nesta semana. Segundo o levantamento, 37% dos entrevistados afirmam estar mal-informados sobre o conflito, enquanto 43% dizem estar mais ou menos informados, representando o maior grupo na amostra. Por outro lado, 17% dos brasileiros se consideram bem informados sobre a guerra. Outros 2% não sabem ou optaram por não responder.

A pesquisa também perguntou a opinião da população sobre a necessidade dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã. Para 64%, a ofensiva foi “totalmente desnecessária”/“desnecessária”, enquanto 24% a consideram “totalmente necessária”/”necessária”; 12% não opinaram.

A guerra no Oriente Médio e suas consequências

A guerra no Oriente Médio começou em 28 de fevereiro, com ataques de Israel e dos Estados Unidos contra diversos alvos no Irã, resultando na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, que foi substituído pelo filho, Mojtaba Khamenei. Segundo a mídia estatal iraniana, ao menos 3.375 pessoas foram mortas no país desde o início da guerra. Neste cenário, a desinformação é um fator crítico que afeta a percepção da população brasileira sobre os eventos.

Atualmente, há um cessar-fogo em vigor no Oriente Médio, anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, em 7 de abril. As forças israelenses também suspenderam os ataques contra o Hezbollah no Líbano, enquanto negociam um fim permanente do conflito. Esse cenário faz com que a pergunta sobre o impacto das ações dos EUA e de Israel no Irã gere um grande debate entre os brasileiros.

Como a pesquisa Ipsos/Ipec reflete a opinião pública

A pesquisa Ipsos/Ipec foi realizada com 2.000 entrevistas em 130 municípios brasileiros entre os dias 8 e 12 de abril de 2026. As entrevistas foram feitas com pessoas a partir de 16 anos, com um nível de confiança de 95%. Os resultados refletem uma preocupação com a forma como a informação sobre esse conflito é transmitida para o público, destacando a necessidade de fontes mais confiáveis e acessíveis. O alto índice de desinformação pode levar a percepções distorcidas e a um entendimento superficial sobre a necessidade dos ataques militares e as suas consequências no cenário internacional.