Os casos de hantavírus dos Andes, ligados ao navio de cruzeiro MV Hondius, subiram para 11, informou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa, nesta terça-feira. Nenhuma nova morte foi relatada desde o dia 2 de maio.
Globalmente, o risco para a saúde permanece baixo, afirmou ele.
“Até o momento, foram relatados onze casos, incluindo três mortes. Todos os onze casos são de passageiros ou tripulantes do navio. Nove dos onze foram confirmados como vírus dos Andes e os outros dois são prováveis”, continuou Tedros, acrescentando que todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e estão sob supervisão médica.
“No momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior”, analisou ele. “Mas, é claro, a situação pode mudar. E, considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas.”
O que é o Hantavírus dos Andes?
O hantavírus dos Andes é um vírus transmitido por roedores e que pode causar doenças severas em humanos. O vírus é uma preocupação crescente nas regiões andinas, onde periodicamente emergem surtos relacionados à atividade humana. Os sintomas podem incluir febre, dores musculares, e, em casos mais graves, problemas respiratórios que podem ser fatais.
Causas e Transmissão
A principal forma de transmissão do hantavírus é através do contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. A inalação de partículas contaminadas no ar também é uma maneira comum de infecção. Com o aumento da atividade humana em áreas onde esses roedores habitam, surgem novos riscos. O aumento do turismo em regiões como a cordilheira dos Andes eleva a exposição ao hantavírus.
Medidas de Prevenção
Para evitar a infecção pelo hantavírus, é crucial adotar algumas medidas preventivas. É importante que os turistas e trabalhadores em áreas de risco utilizem equipamentos de proteção, evitem o contato com roedores, e mantenham ambientes limpos e livres de sujeira que possa abrigar esses animais. Além disso, conscientizar-se sobre os riscos do hantavírus, especialmente em regiões conhecidas por surtos, deve ser uma prioridade.
A Organização Mundial da Saúde e outras entidades de saúde pública estão monitorando a situação. As orientações de saúde estão sendo seguidas, com o objetivo de conter o potencial surto e minimizar os efeitos sobre a saúde pública. Contudo, a vigilância contínua é essencial, já que pode haver novos casos nas próximas semanas.
Em vista dos acontecimentos, as autoridades recomendam sempre que os viajantes se mantenham informados e tomem precauções conforme necessário, especialmente ao visitar áreas endêmicas. A utilização de informações atualizadas sobre o hantavírus é o primeiro passo para garantir a proteção durante a atividade em regiões de risco.



