Após vencer o processo de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), o CEO da Equatorial, Augusto Miranda, destacou que, com a aquisição, a empresa irá acelerar os investimentos visando a universalização total dos serviços até 2033, ano limite estabelecido pelo novo marco legal do saneamento. Essa afirmação teve lugar durante uma cerimônia de toque de campainha realizada na B3, em São Paulo.
Na última quinta-feira (11), a empresa anunciou que foi confirmada como investidor de referência selecionado na oferta pública de distribuição secundária de ações da companhia mineira de água e esgoto, agora controlada pela Gerais Saneamento.
“Acreditamos no saneamento como ferramenta de transformação. Vamos acelerar a universalização e expandir os investimentos”, afirmou Miranda, ressaltando o compromisso da Equatorial em contribuir para melhorias nesse setor.
Expectativas Para o Novo Marco Legal do Saneamento
Sancionado em 2023, esse novo marco já superou metade do prazo estipulado, levantando questionamentos sobre a viabilidade de alcançar as metas estabelecidas até 2033. O Novo Marco Legal do Saneamento determina que 99% da população brasileira deve ter acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.
No início do mês, a Equatorial se destacou ao vencer a disputa pela estatal mineira, sendo a única empresa a apresentar uma proposta, uma vez que a Aegea não entrou com nova oferta. O valor oferecido foi de R$49,03 por ação, superando o preço mínimo de R$47,23 estabelecido pela Copasa, resultando em um incremento de quase R$2.
Repercussões da Privatização da Copasa
Com a privatização, o governo mineiro, que possuía 50% da Copasa, agora detém apenas 5% e terá poder de veto em decisões estratégicas (golden share). Segundo o executivo da Equatorial, a privatização representa “um novo capítulo” para a companhia, com promessas de que “o melhor ainda está por vir”. Esse movimento é visto como um dos mais significativos no setor de infraestrutura desde a privatização da Sabesp e reforça a estratégia do grupo em expandir sua atuação além do setor de energia elétrica.
A privatização da Copasa se tornou a segunda maior do setor de saneamento no Brasil, em bolsa, ficando atrás apenas do processo da companhia paulista, que, em 2024, movimentou cerca de R$15 bilhões. Esse grande passo não apenas reflete a confiança da Equatorial no potencial do saneamento, mas também promete influenciar positivamente a qualidade de vida dos cidadãos mineiros.
Compromisso com a Universalização e o Futuro do Saneamento
A abordagem da Equatorial com a Copasa sugere um foco em um futuro mais sustentável e inclusivo, onde a universalização dos serviços de água e esgoto é prioridade. Esta visão não só está alinhada às exigências do novo marco legal, mas também aponta para um compromisso genuíno em melhorar a infraestrutura crítica do Brasil.
Com os novos investimentos, a expectativa é que a governança e a eficiência da gestão de saneamento em Minas Gerais sejam aprimoradas. O CEO Augusto Miranda revelou a visão da empresa ao enfatizar a importância desse setor como motor de crescimento e transformação social. O desafio agora é garantir que os prazos e metas sejam cumpridos, criando um impacto real e duradouro na vida dos cidadãos.



