Leilões de rodovias em 2026 são alvo de expectativas e desafios conforme o governo federal se prepara para realizar até 10 concessões neste ano. O ministro dos Transportes, George Santoro, declarou que as metas previam 13 leilões, mas a realidade atual aponta para um número menor.
Expectativas dos Leilões de Rodovias
Durante uma entrevista à CNN, Santoro destacou que, apesar do esforço para alcançar a meta de 13 leilões, a previsão mais realista é de que o ano termine com apenas nove ou dez concessões. “Provavelmente a gente não vai cumprir essa meta de 13 leilões, devemos chegar a dez, nove leilões. Mas fazemos um esforço de mobilização para isso [cumprir a meta inicial]” afirmou o ministro.
De acordo com reportagens, o cronograma de concessões vem enfrentando atrasos ao longo do ano, impactando o setor rodoviário. Até agora, apenas dois leilões foram concluídos, e o leilão da Régis Bittencourt está agendado para a próxima quinta-feira (23).
O Futuro das Concessões
Um dos leilões aguardados é da BR-163, também conhecida como antiga Via Brasil, que foi agendado para o dia 12 de novembro. Os demais projetos estão em variados estágios de estruturação e contínuo desenvolvimento.
Santoro garantiu que, mesmo que algumas propostas não sejam licitadas até o final de 2026, não haverá interrupções nos empreendimentos. “A expectativa é que todos estejam com edital publicado ou suficientemente avançados para serem realizados no próximo ano”, assegurou.
Metas Ambiciosas e Mobilização do Mercado
O ministro ressaltou a necessidade de estabelecer metas ambiciosas para mobilizar o mercado rodoviário. Na visão de Santoro, “se eu coloco uma meta muito pequena, as expectativas são pequenas. Nós colocamos metas ambiciosas.” Isso garante um incentivo ao empenho dos envolvidos no setor.
Ele também destacou que a efetividade da sua pasta deve ser avaliada com base na totalidade da carteira de infraestrutura, e não unicamente nas rodovias. “As mesmas equipes técnicas atuam na estruturação de concessões de rodovias, ferrovias e terminais logísticos, o que exige priorização entre diferentes projetos”, enfatizou Santoro.
A situação atual dos leilões de rodovias indica que há uma necessidade urgente de que o planejamento e a execução dos projetos sejam reavaliados para alcançar um desempenho eficiente. No entanto, com a abordagem do governo, a expectativa é que as concessões e investimentos resultem no aquecimento e revitalização do setor.
Em conclusão, 2026 promete ser um ano desafiador para os leilões de rodovias, com o governo buscando equilibrar as ambições com a realidade do mercado e a estruturação necessária dos projetos. A possibilidade de realizar até dez leilões fornece uma perspectiva otimista, embora as metas iniciais pareçam estar fora de alcance.


