Mais da metade dos postos de embaixador dos EUA estão vagos

Atualmente, 107 dos 195 postos de embaixadores dos Estados Unidos permanecem vagos ao redor do mundo, o que representa mais da metade das posições. Este dado alarmante foi revelado pela Associação do Serviço Exterior Americano e indica uma lacuna significativa na presença diplomática dos EUA globalmente.

Entre os países afetados, encontramos o Brasil, que enfrenta uma crise diplomática com os Estados Unidos. O governo do presidente Lula ainda não deu seu aval à indicação de Daniel Perez, que foi nomeado por Donald Trump para assumir a embaixada em Brasília. Essa inatividade gerou um ponto de tensão entre as duas nações.

A repercussão dessa situação levou a Casa Branca a revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, uma ação que, conforme fontes do Itamaraty, fere os princípios estabelecidos pela Convenção de Viena, que é a base das relações diplomáticas internacionais.

Postos sem Embaixador

Além do Brasil, há instituições importantes entre os postos sem representantes, como a APEC (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico) e agências da ONU, incluindo a Unesco e o Conselho de Direitos Humanos. Algumas posições ainda são responsáveis por mais de um país. Por exemplo, há uma vaga unificada para Angola e São Tomé e Príncipe.

O quadro se torna ainda mais preocupante levando em conta que existem países em crises intensas que carecem de um embaixador, como a Rússia e a Ucrânia. Países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Paquistão, também figuram na lista de nações que não possuem um representante militar dos EUA, em um momento em que a tensão com o Irã está em alta.

Outro membro significativo da Otan, a Alemanha, também carece de um embaixador, o que levanta questões sobre a habilidade dos EUA de manejar suas relações internacionais em níveis essenciais.

Vagas Pendentes de Embaixador

No total, 35 postos estão com candidatos indicados, dos quais 32 estão vagas. O processo de aprovação ainda não foi concluído, como é o caso do Brasil, que também representa um desafio diplomático. Na América Latina, outros países com embaixadores não confirmados incluem Colômbia, Equador, El Salvador e Paraguai, todos eles que receberam suas indicações em 1° de junho deste ano.

A falta de embaixadores pode impactar as relações bilaterais e a diplomacia em várias regiões, tornando dialogar e negociar questões cruciais um desafio. Quando as nações não têm representantes ativos, as comunicações podem ser prejudicadas e acordos importantes podem ser adiados ou até mesmo falhar.

Lista de Países e Organizações sem Embaixador dos EUA

O cenário se mostra alarmante ao observar os países e organizações que estão sem liderança diplomática. A lista inclui:

  • AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica)
  • Afeganistão
  • Albânia
  • Alemanha
  • Argélia
  • Angola
  • Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico)
  • Armênia
  • Austrália
  • Azerbaijão
  • Barbados
  • Belarus
  • Belize
  • Benim
  • Bolívia
  • Bósnia e Herzegovina
  • Brasil
  • Bulgária
  • Burundi
  • Cabo Verde
  • Camboja
  • Camarões
  • República Centro-Africana
  • Chade
  • Colômbia
  • República Democrática do Congo
  • República do Congo
  • Costa do Marfim
  • Cuba
  • Equador
  • Egito
  • El Salvador
  • Eritreia
  • Essuatíni (antiga Suazilândia)
  • Fiji
  • Nauru
  • Gabão
  • Gâmbia
  • Geórgia
  • Gana
  • Guatemala
  • Guiné
  • Haiti
  • Honduras
  • Hungria
  • Indonésia
  • Iraque
  • Jamaica
  • Quênia
  • Kiribati
  • Kosovo
  • Kuwait
  • Laos
  • Lesoto
  • Libéria
  • Líbia
  • Madagascar
  • Comores
  • Malawi
  • Malásia
  • Maldivas
  • Ilhas Marshall
  • Mauritânia
  • Ilhas Maurício
  • Mianmar
  • Moldávia
  • Montenegro
  • Moçambique
  • Nepal
  • Nicarágua
  • Níger
  • Nigéria
  • Macedônia do Norte
  • Noruega
  • Paquistão
  • Palau
  • Papua-Nova Guiné
  • Vanuatu
  • Paraguai
  • Catar
  • Rússia
  • Ruanda
  • Arábia Saudita
  • Senegal
  • Guiné-Bissau
  • Sérvia
  • Seicheles
  • Serra Leoa
  • Eslováquia
  • Ilhas Salomão
  • São Tomé e Príncipe
  • Somália
  • Sudão
  • Suriname
  • Síria
  • Tajiquistão
  • Tanzânia
  • Timor-Leste
  • Togo
  • Tonga
  • Trinidad e Tobago
  • Tuvalu
  • Ucrânia
  • União Africana
  • Emirados Árabes Unidos
  • Venezuela
  • Zâmbia
  • ICAO (Organização da Aviação Civil Internacional)
  • OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)
  • Unesco
  • Conferência sobre Desarmamento da ONU
  • Genebra (para a ONU)
  • Conselho de Direitos Humanos da ONU
  • Viena (para ONU)

Essa lista preocupante destaca a necessidade urgente de os Estados Unidos resolverem as vagas em seus postos diplomáticos. A manutenção de relações estáveis e produtivas depende da presença de representantes que possam atuar em nome do país e tratar das questões globais que impactam não apenas os EUA, mas todo o sistema internacional.