Explosões na Bolívia: Seis mortos em base militar confirmados

Explosões na Bolívia: Seis mortos em base militar confirmados

Na tarde de sexta-feira (4), duas explosões devastadoras ocorridas em uma base militar na Bolívia resultaram na morte de ao menos seis pessoas e deixaram 81 feridas. O incidente, que ainda está gerando grande comoção, também deixou oito desaparecidos, conforme informações do Ministério da Defesa do país.

As explosões aconteceram no Centro Geral de Manutenção RAM-2 “Bolívar”, localizado na cidade de Viacha, próxima a La Paz, onde se encontrava material pirotécnico. O ministro da Defesa, Ernesto Justiniano Urenda, explicou em coletiva que a primeira explosão foi causada pela pólvora negra armazenada na instalação.

A segunda explosão, que se revelou muito mais potente, ainda está sob investigação. Urenda garantiu que não foi um ato criminoso, já que a hipótese de envolvimento de armas foi rapidamente descartada.

Imagens capturadas mostram o momento da explosão, que lançou uma grande nuvem de fumaça sobre uma rua movimentada, causando pânico entre os civis. Os estalos de vidros quebrando revelam a gravidade do ocorrido.

Dentre as vítimas fatais, três eram militares e outros três ainda permanecem não identificados. O inquérito aberto pelo Ministério Público investiga homicídio culposo, lesão corporal culposa e outros danos envolvidos no acidente.

Busca e assistência às vítimas

O Ministério da Defesa anunciou que entre os desaparecidos estão também militares que estavam na base no momento das explosões. As famílias desses soldados buscam informações continuamente sobre os esforços de busca e resgate.

Em resposta à tragédia, um comitê de crise foi estabelecido, reunindo as Forças Armadas, a Polícia Boliviana, a Defesa Civil e o Ministério da Saúde. O objetivo é oferecer toda a assistência necessária às pessoas afetadas pelas explosões.

Com a onda de choque provocada pelas explosões, 25 famílias foram forçadas a deixar suas casas. Estas famílias estão sendo acolhidas na Escola Militar de Música, onde recebem alimentos, cobertores e itens essenciais para a sobrevivência.

Riscos na área da explosão

Ernesto Urenda ressaltou que o acesso ao local ainda é restrito, e equipes de resgate não podem usar maquinário pesado até que a área seja devidamente inspecionada quanto a materiais perigosos. Somente quando a segurança for assegurada, os esforços de busca poderão ser intensificados.

Relatos indicam que a área permanece com risco elevado, já que um prédio próximo à cena do acidente contém equipamentos militares e uma quantidade substancial de granadas. “Pólvora negra e reforçadores foram detectados na região. Um reforçador pode aumentar a carga explosiva, fazendo da recuperação um desafio significativo”, afirmou Urenda.

A população foi alertada a não tocar em qualquer item que encontrarem na área da explosão, já que isso pode resultar em ferimentos graves.

Estado de calamidade pública

Diante da gravidade da situação, o Conselho Municipal de Viacha declarou estado de calamidade pública. Esta declaração permite ao governo realizar modificações orçamentárias necessárias para lidar com as consequências do trágico evento e coordenar recursos com autoridades nacionais e regionais.

A declaração também sugere que ações legais podem ser iniciadas contra aqueles que possam ter contribuído para o ocorrido, seja indivíduos ou entidades públicas e privadas.

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, expressou suas condolências às famílias das vítimas e ordenou uma investigação completa sobre as causas das explosões. “A prioridade deve ser proteger vidas, cuidar dos feridos e apoiar as famílias que enfrentam esse momento de dor e incerteza”, declarou Paz, enfatizando a importância de esclarecer completamente as circunstâncias deste trágico incidente.