Uma nova operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro desmantela um esquema que envolve a comercialização ilegal de fuzis, acesso a informações confidenciais e lavagem de dinheiro. O alvo principal é um grupo que consiste em policiais e ex-policiais que colaboravam com membros do TCP (Terceiro Comando Puro), uma facção que rivaliza com o CV (Comando Vermelho) na região.
Conforme divulgado pelo analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, no Live CNN, foram executados 18 mandados de busca e apreensão, além de 7 mandados de prisão, dos quais 5 indivíduos, incluindo policiais militares, foram detidos durante a ação.
Informações sigilosas a serviço do crime
As investigações mostram que esse grupo não se limitava apenas à venda de armas para o TCP, mas também fornecia informações privilegiadas da polícia para os criminosos. Este repasse tinha como objetivo proteger os membros da facção, evitando prisões ou operações policiais que pudessem atingi-los.
Um dos nomes mais conhecidos e procurados no contexto deste caso é Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como “Peixão”, identificado como o principal líder do TCP. Ele figura entre os criminosos mais procurados do estado, com recompensas estipuladas pelo governo estadual para informações que levem à sua captura.
Lavagem de dinheiro na prática
A investigação da Polícia Federal apontou que o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões em um período de quatro anos, com origem na comercialização de fuzis e no tráfico de drogas. Esses números são considerados elevados e incompatíveis com a renda que os investigados declararam à Receita Federal.
Além disso, o Ministério Público do Rio de Janeiro, que está coordenando a operação em conjunto com a Polícia Federal, conseguiu judicialmente o bloqueio de R$ 250 milhões que pertencem aos investigados. Isso demonstra a magnitude do crime e a seriedade das ações que estão sendo tomadas.
As operações de busca e apreensão foram realizadas em várias áreas, incluindo Barra da Tijuca, Copacabana, Parada de Lucas e Vila da Penha, na cidade do Rio de Janeiro, além dos municípios de Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mesquita, Nilópolis e Seropédica. Essa extensão geográfica destaca o quanto o esquema atingia poderosamente diferentes regiões.




