Mais de 62 mil pessoas morreram por AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 2026, aproximadamente 258 por dia e 11 por hora, segundo o panorama de mortalidade do Tabnet, do SUS (Sistema Único de Saúde). Os números reforçam a gravidade da doença e ganham atenção neste dia, que é reconhecido como o Dia Mundial do AVC.
O Brasil é um dos países que mais sofrem com essa condição no mundo, tornando-se uma das principais causas de mortalidade nacional, superando a média global. No ano passado, o total de óbitos alcançou 89.490, ficando atrás apenas das mortes ocasionadas por infarto, que somaram 91.912 casos, conforme dados do Ministério da Saúde.
Entenda o que é o AVC
O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma condição crítica que se manifesta quando os vasos sanguíneos que levam sangue ao cérebro se obstruem ou se rompem, resultando em paralisia de partes do cérebro.
Existem dois tipos de AVC, e cada um ocorre por motivos distintos:
- AVC hemorrágico: Ocorre quando um vaso cerebral se rompe, provocando hemorragia. Essa hemorragia pode ocorrer dentro do tecido cerebral ou na área entre o cérebro e a meninge. Representa 15% dos casos de AVC, mas é frequentemente mais letal do que o AVC isquêmico.
- AVC isquêmico: Ocorre devido à obstrução de uma artéria cerebral, o que impede a chegada de oxigênio às células cerebrais, levando à morte celular. Isso pode acontecer em razão de um trombo (trombose) ou um êmbolo (embolia). É o tipo mais prevalente, correspondendo a 85% de todos os casos.
Sintomas do AVC
Em uma entrevista à CNN Brasil, o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola evidenciou que os sintomas do AVC surgem de forma repentina. Os principais sinais incluem perda de força em um dos lados do corpo, dificuldades na fala e alterações visuais. Além disso, o paciente pode apresentar torção corporal, desequilíbrio ou crises de dor de cabeça intensa.
“Um ponto crucial é que não devemos esperar pela melhora espontânea dos sintomas: mesmo que eles desapareçam, é essencial procurar atendimento médico imediatamente”, alerta o especialista.
Em certas situações, o AVC pode resultar em paralisia total. Alguns pacientes conseguem retomar os movimentos após um período, mas é vital considerar a possibilidade de sequelas permanentes.
Fatores de risco associados ao AVC
De acordo com o neurocirurgião, fatores comportamentais desempenham um papel importante no diagnóstico do AVC, incluindo tabagismo, sedentarismo, sobrepeso e alto consumo de álcool.
Além disso, doenças cardíacas, hipertensão arterial, idade avançada e histórico familiar também são fatores que agravam o risco.
“A melhor abordagem é controlar os fatores de risco ao longo da vida. Isso envolve monitorar regularmente a pressão arterial, glicose e colesterol, não fumar, praticar exercícios físicos, manter uma alimentação saudável e tratar adequadamente doenças cardíacas e outras condições de saúde”, conclui o médico.




