Fumaça mantém Manaus em alerta; proteja sua saúde agora

Fumaça mantém Manaus em alerta; proteja sua saúde agora

A situação da qualidade do ar em Manaus tem gerado preocupações significativas devido à densa fumaça oriunda das queimadas no Amazonas e em outros estados. No domingo (18), a qualidade do ar foi classificada como “muito ruim”. A Defesa Civil municipal relatou que a concentração de material particulado fino (MP2,5) alcançou 94,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) às 9h30, de acordo com dados da plataforma PurpleAir.

Diante desse cenário, as autoridades locais recomendaram o uso de máscaras pela população, além de orientações para ingerir bastante água e evitar exercícios físicos. A qualidade do ar é avaliada em cinco níveis, e Manaus chegou a registrar índices ainda mais alarmantes ao longo do final de semana, antes de recuar para um nível três, considerado “ruim”.

Consequências para a saúde da população

A fumaça tem gerado impactos diretos na saúde dos cidadãos. Segundo a prefeitura, os atendimentos médicos por problemas respiratórios aumentaram 10%. Os grupos mais vulneráveis, como idosos, recém-nascidos e indivíduos com enfermidades respiratórias preexistentes, são os mais afetados pela alta concentração de detritos no ar.

Embora muitos moradores ainda não tenham procurado atendimento, tentam lidar com os sintomas em casa. A situação também afeta a rotina educacional. Universidades e redes públicas de ensino, tanto municipais quanto estaduais, suspenderam as aulas devido à qualidade insatisfatória do ar, refletindo a gravidade da situação.

Focos de incêndio e resposta das autoridades

Nesta primeira quinzena do mês, foram reportados mais de 1.800 focos de incêndio no estado do Amazonas. Em resposta à crise, o estado proibiu o uso do fogo em qualquer atividade, incluindo queimadas para limpeza de terrenos. Além disso, ao menos 17 pessoas foram presas por envolvimento em incêndios supostamente criminosos.
A crise de queimadas não se limita a Amazonas: dados do Inpe mostram que, nas últimas 48 horas, o Pará contabilizou 922 focos de incêndio, dez vezes mais que os 90 registrados em Amazonas no mesmo período, com a região próxima a Santarém enfrentando a situação mais crítica.

Os focos de incêndio seguem a geografia que acompanha o curso do rio Amazonas, e a formação geográfica local permite que a fumaça seja carregada por longas distâncias, chegando à capital amazonense. Em um esforço coletivo, foi criada uma força-tarefa composta por governo federal, estadual e a prefeitura de Manaus para enfrentar as dificuldades. O estado de São Paulo forneceu apoio com bombeiros e mais de 11 mil litros de líquido antichama para auxiliar nas operações. O governo federal também disponibilizou profissionais e aeronaves para ampliar o combate ao fogo na região.

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