29/06/2024
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Momentos de desespero e aflição! Foi assim que o pai do jovem Gabriel da Rocha, de 17 anos, o viu em uma imagem gravada no momento que ele estava em cima de um ônibus que estava sendo arrastado pela correnteza, em Petrópolis. De acordo com o pai do rapaz, ele não sabe nadar.

Mas mesmo tendo visto a violência com que o ônibus foi levado pela lama e sabendo que o filho não sabe nadar, o pai, o marceneiro Leandro da Rocha, de 49 anos, disse que tem esperança de encontrar o filho com vida. “Claro que tenho esperança. Vamos achar ele ainda. Gabriel é um garoto esperto”, disse.

No dia da tempestade que provocou o deslizamento de pedras que acabaram atingido casas e que inundou vários bairros da cidade, o jovem Gabriel tinha ido ao centro da cidade para trocar uma mochila que tinha comprado e que estava com defeito. Quando retornava para casa foi surpreendido pelo temporal.

Nas imagens gravadas é possível ver quando Gabriel sai pela janela do ônibus tentando se equilibrar na lateral do veículo. No entanto, devido a forte correnteza que havia no local ele acabou se desiquilibrando e caindo nas águas e desde então não foi mais visto.

Desde então, Leandro procura incansavelmente pelo filho. “Desde aquele dia estou procurando por ele, já revirei a cidade, fui a todos os hospitais, IML e pontos de apoio e nada”. Preocupado, ele relata que as buscas estão sendo insuficientes. “Não estou vendo buscas pelo Rio Quitandinha, onde os ônibus caíram. Eu acho que que tem que ter um empenho maior nessa área. Eu mesmo já percorri o rio do ponto onde o Gabriel estava até a cidade. Mas ainda não vi equipes lá”, disse.

Bom filho

Segundo o marceneiro, Gabriel sempre foi um filho excelente e nunca deu trabalho. Gabriel cursa o 2º ano do ensino médio e luta jiu-jitsu. Ele tem dois irmãos e vive com o pai e a madrasta. “Estou chorando desde aquele dia. Tem hora que bate um desespero… Enquanto não achar meu filho, eu não paro. Alguém tem que me ajudar”.

Tempestade

A chuva que caiu na última terça-feira foi a maior da história de Petrópolis. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o volume pluviométrico que caiu em 24 horas é o maior registrado em Petrópolis desde o início das medições, em 1932.

Não houve um deslocamento de nuvens que pudesse servir de alerta para a meteorologia: o temporal se formou em cima de Petrópolis e, por conta do relevo, ficou preso sobre a cidade, despejando 259 mm de água em menos de uma tarde.

A água da chuva descia de todas as encostas e percorria os eixos até o Centro com velocidade constante e volume crescente.

A calha do Rio Quitandinha aumentou o volume e quando os dois ônibus chegaram na altura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Centro, o leito já estava transbordando, e um bolsão d’água impedia o caminho.

Os coletivos pararam, esperando que a água baixasse, no entanto, a enxurrada só aumentou.

O número de mortos já passa de 120.

Redação 2

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